sábado, 29 de setembro de 2007

DE LUTO

Hoje dia de Benfica – Sporting, fomos confrontados com a morte de duas figuras que serviram com honra, brio e dedicação o nosso clube: Rodrigues Dias e Lídia Faria.
O Prof. Rodrigues Dias, faleceu na passada quinta-feira com 82 anos, embora só hoje os jornais dessem a notícia já ontem se sabia do seu falecimento.
Ao serviço do Sporting, Rodrigues Dias venceu a Taça de Portugal de 1977/78, nessa época rendeu o brasileiro Paulo Emílio, tendo o Sporting ficado em 3º lugar no campeonato.
Esteve ligado ao Sporting, quer na formação, quer depois em 79/80, onde orienta de novo o clube e onde sai em litígio com o presidente de então, João Rocha.
Para além do Sporting, Rodrigues Dias, trabalhou na FPF, no V. Setúbal, Beira-Mar, Varzim e Sintrense.
Homem íntegro e vertical deixa o Sporting mais pobre.
Faleceu também com 65 anos Lídia Faria. Ex- atleta do Sporting onde iniciou a sua actividade desportiva em 1959, único clube que representou até abandonar a actividade em 10 de Outubro de 1970, dia em que foi distinguida com uma festa de homenagem pública, no Estádio José Alvalade.
Lídia Faria foi uma das "leoas" mais velozes da história do atletismo do Sporting. A sportinguista foi galardoada com o Prémio Stromp “Atleta do Ano”, em 1964, com a Medalha Municipal de Cultura Física de Lisboa e Medalha de Mérito Desportivo, pela Câmara Municipal de Torres Vedras e com o Prémio "Rugidos de Leão". Tendo ainda feito parte da Comissão de Honra do Centenário do Sporting Clube de Portugal.
Pela maneira como dignificaram as nossas cores, o meu sentido obrigado e que descansem em paz.

O esplendor da ignorância

Hoje (29 de Setembro) é dia de Benfica-Sporting. Mais um mas este parece que é especial. Alguém convidou os presidentes da Direcção (ou Conselho Directivo) dos dois clubes e tiraram uma fotografia juntos num campo pelado. Até aqui tudo bem. Mas depois daqui tudo mal. Na primeira página do jornal A BOLA aparece escrito que os senhores se encontraram para celebrar o primeiro derby que foi há cem anos. Não pode ser. O Sporting Clube de Portugal foi fundado em 1906 e o Sport Lisboa e Benfica em 1908. Logo, como é natural, não houve nenhum derby em 1907 porque o Sport Lisboa e Benfica não existia. Havia sim um clube chamado Grupo Sport Lisboa com esse nome, a sua bandeira e o seu emblema com uma bola e uma águia. Em 1906 foi fundado o Sport Clube de Benfica cujo emblema é uma roda de bicicleta. Da fusão dos dois em Setembro de 1908 nasceu o Sport Lisboa e Benfica. Será um sinal dos tempos, isto de um presidente de um clube aparecer na primeira página de um jornal a celebrar uma invenção histórica, uma patranha monumental, inventada por quem vive do horrível ofício de reescrever a história à sua maneira, pegando mentiras atrás de mentiras? É um mau sinal dos tempos. Há 100 anos não havia nenhum derby porque o Sport Lisboa e Benfica simplesmente não existia. Tudo o mais é apenas o esplendor da ignorância.

José do Carmo Francisco

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

O Jornal do nosso Descontentamento


O jornal do Sporting Clube de Portugal é o mais antigo órgão de informação de um clube desportivo, salvo erro completa este ano 85 anos de vida.

E se no início o jornal (primeiro com o nome de Boletim) foi feito com enorme esforço e dedicação, nos últimos anos tem defraudado a expectativa dos seus assinantes e leitores, não sendo um reflexo de um clube como o Sporting.

Na altura do centenário do nosso clube, houve uma grande campanha para angariar novos sócios e o próprio presidente e alguns jogadores apelaram para esse facto.

Pois é certo que um jornal para “viver” e melhorar precisa de leitores, precisa de assinantes, precisa no fundo de receitas.

Só que e com tristeza o digo, o nosso jornal não motiva ninguém a comprá-lo, porque o seu conteúdo é pobre, a sua qualidade editorial e gráfica, é fraca. A relação preço/qualidade é má.

O jornal tem poucas páginas, lê-se rapidamente e não retrata nem de perto nem de longe a realidade das modalidades do clube. É um jornal pouco interventivo que não inova e faz o seu papel de órgão do poder.

Já fui assinante do jornal. Neste momento nem sequer sou leitor, e é com mágoa que digo isto, porque a Direcção nada tem feito para dignificar um jornal que devia ser um veículo essencial na vida do Sporting, onde todos os sportinguistas se pudessem rever.

A continuar assim, poderá um dia sermos confrontados com a notícia do seu fim, para nossa tristeza e frustação.

Hinos

Em véspera de mais uma grande "jornada" na vida da nossa instituição, seguem as letras de algumas das letras mais emblemáticas do Sporting.
- Vamos lá, todos a cantar:

"
Hinos

1. Hino do Sporting

Treme a cidade irrequieta
Ao ouvir o rugido
Que solta o Leão

Agitam-se as verdes bandeiras
Ao som do rugido
Que solta o Leão

As camisolas listadas
De verde e branco
No peito o Leão

Em cada chuto que é golo
As claques se agitam
No peito o Leão

Salta uma bola redonda
E o mundo é redondo
Aos pés do Leão

Somam-se os feitos e as taças
E a terra se rende
Aos pés do Leão

2. Marcha do Sporting

O Sporting nasceu um dia
Sob o signo do leão
Nós aprendemos a amá-lo
E a trazê-lo no coração
Rapaziada oiçam bem o que eu lhes digo
E gritem todos comigo
Viva ao Sporting !

Rapaziada quer se possa
Ou se não possa
A vitória será nossa
Viva ao Sporting !

Rapaziada oiçam bem o que eu lhes digo
E gritem todos comigo
Viva ao Sporting !

Rapaziada quer se possa
Ou se não possa
A vitória será nossa
Viva ao Sporting !

Bandeira verde o Leão
E uma esperança sem fim
Muita fé no coração
O sportinguista é assim
Rapaziada oiçam bem o que eu lhes digo
E gritem todos comigo
Viva ao Sporting !

Rapaziada quer se possa
Ou se não possa
A vitória será nossa
Viva ao Sporting !

Rapaziada oiçam bem o que eu lhes digo
E gritem todos comigo
Viva ao Sporting !

Rapaziada quer se possa
Ou se não possa
A vitória será nossa
Viva ao Sporting !

Ai vamos lá cantar a marcha
Que é a de todos nós
Cantam todos os do Sporting
Desde os netos até aos avós
Rapaziada oiçam bem o que eu lhes digo
E gritem todos comigo
Viva ao Sporting !

Rapaziada quer se possa
Ou se não possa
A vitória será nossa
Viva ao Sporting !

Rapaziada oiçam bem o que eu lhes digo
E gritem todos comigo
Viva ao Sporting !

Rapaziada quer se possa
Ou se não possa
A vitória é sempre nossa
Viva ao Sporting !

3. Hino do Centenário - Leão de Fogo

Do céu desceu
No campo se ergueu
Gravou
Violinos na memória
Nadou, pedalou
Correu, saltou
Marcou
100 anos de uma história

É sonho campeão
É fogo de leão!

A vida é como um jogo
É esforço e devoção
É glória e sofrimento
É fogo de leão!

É somos nós
Quem dá a voz
Quem veste a cor
do campeão

E todos nós
Não estamos sós
No fogo do leão!

... É fogo de leão!

E somos nós
Quem dá a voz
Quem veste a cor
do campeão

E todos nós
Não estamos sós
No fogo do leão!
No fogo do leão!
"


Bravo!
Salva de palmas!

Saudações leoninas, mas acima de tudo desportivas,

Afiando Garras

Hóquei...KO



Quando comecei a ir ver jogos de futebol ao vivo, na companhia do meu pai e do meu irmão, era frequente termos, no final dos jogos, "prolongamentos" para outras modalidades que o clube, então claramente orgulhoso do seu ecletismo, praticava (isto porque os jogos de futebol eram a horas "decentes" e não às 21h15 de um domingo, p.ex.) numa verdadeira "barrigada" de desporto.

Entre esses muitos "prolongamentos" (primeiro no antigo pavilhão, depois na mítica Nave) vi muitos jogos de hóquei em patins.

Neste fim-de-semana em que o campeonato nacional de hóquei em patins vai arrancar, gostaria aqui de lembrar esses gloriosos tempos, de muito esforço, de muita dedicação e de muita devoção do célebre desporto patinado, numa fase em que se vivia muito, no nosso país, o hóquei em patins e as disputas "europeias" com Espanha e Itália e "mundiais" com aqueles e a Argentina.

Desde cedo fixei cinco nomes: Ramalhete, Rendeiro, Sobrinho, Chana e Livramento. Os quais, juntamente com Garrido, Jorge e Carmelindo, sagraram-se, sob o comando de Torcato Ferreira, campeões europeus de clubes, pela primeira vez em Portugal, em 1977.

Quatro anos mais tarde, em 1981, o Sporting viria a vencer a Taça das Taças, contando já com nomes de uma "nova vaga" que viriam a ficar conhecidos - os Rosados (José e Vítor) e Salema. O treinador era um nome "mítico" do clube, de Portugal e da modalidade - António Livramento.

Passados 3 anos, em 1984, ainda "sob a batuta" de Livramento, contando com o célebre e "veterano" guarda-redes Ramalhete nos seus quadros e com uma nova geração de grandes jogadores como Trindade, Luís Nunes e Realista, o Sporting conquista a Taça CERS.

Um ano depois, o Sporting viria a sagrar-se novamente vencedor da Taça das Taças, e, em 1991, num último estertor do hóquei patinado leonino, fazer o "tri", numa equipa que contava com Chambel, Luís Rodrigues, Fanã e Campelo, entre outros.

Foi precisamente nesta altura de "conquistas europeias", entre meados da década de 70 e meados da década de 80, que o Sporting conquistou grande parte dos seus títulos nacionais. Depois de ter sido campeão nacional da I divisão no longínquo ano de 1938/39, o Sporting foi tetra-campeão entre 1974/75 e 1977/78 e depois campeão em 1981/82 e 1987/88. O Sporting venceu ainda a Taça de Portugal em 1976/77 e 77/78 (anos em que fez a "dobradinha") e 1983/84 (com Livramento no comando técnico) e 1989/90 e venceu a Supertaça em 1982/83.

Depois da extinção da secção, o hóquei em patins do Sporting viria a conhecer novo fôlego no fim da década de 90 por pura "carolice" de sportinguistas apaixonados pela modalidade. Em 1999/2000 o Sporting, que teve de começar do "zero", foi campeão nacional da III Divisão e da II Divisão em 2003/04 (título que juntou ao conquistado em 1969/70). De regresso à I Divisão, a experiência viria a revelar-se desastrosa, devido à falta de apoios e, sobretudo, à falta de um pavilhão para o Sporting competir verdadeiramente em casa.

O Sporting conta agora apenas com escalões de formação, último reduto dos apaixonados pelo desporto, aos quais presto a minha homenagem por continuarem a envergar a camisola verde e branca nos rinques nacionais, honrando a tradição dos nomes que têm lugar de destaque na história centenária do Sporting e que nos deixam com pena de não podermos disputar o campeonato nacional da modalidade com os nossos rivais de sempre.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Dúvidas n(d)o futebol português

Isto está muito calmo, à volta dos nossos “astros” (do passado e do presente), vamos lá apimentar a coisa :-)

Apenas uma pequena e singela questão:
Alguém já me consegue esclarecer se, aquele lance “polémico” de ontem no Estrela vs Benfica, foi cabeça na bola ou bola na cabeça?

Só para tentar perceber e se calhar “interpretar” (ao cuidado do Nuno e do Czar).

Aguardo com alguma expectativa os posts de resposta.

Saudações leoninas, mas acima de tudo desportivas,

Afiando Garras

Fotos com Memória e Personalidade



Caros,
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Ainda a propósito do grande Manuel Fernandes e como o prometido é devido, aqui está:

O que já não se consegue ler diz:

“Ao (aqui estava o meu nome :-) com um abraço do Manuel Fernandes”

Dia 20/10/82
1ª Mão da 2ª eliminatória da Taça dos Clubes Campeões Europeus
C.S.K.A (Bulgária) – 2 / Sporting Clube de Portugal – 2
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Foto com Manuel Fernandes e Carlos Xavier ao fundo

Notas:
Acho que esta foto foi tirada pelo grande Mestre Capela (também já merecia umas quadras do JCFrancisco:-), mas já não me recordo bem.
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Foi-me assinada pelo MF no relvado do Estádio de Alvalade, ao cimo das famosas escadas do túnel, onde eu estava a ver um jogo.

Por esta altura não tínhamos “medo” de marcar golos fora, nomeadamente nas competições da UEFA.

Saudações leoninas, mas acima de tudo desportivas,

Afiando Garras

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Fiquem mais tempo



O presidente do Sporting Filipe Soares Franco pediu aos sócios do Sporting que apelassem ao coração dos jovens talentos para os segurar mais tempo em Alvalade quando, no passado Domingo, se deslocou ao Núcleo Sportinguista de Vendas Novas para a comemoração do seu 7.º Aniversário. Disse ainda o presidente que «o Sporting é um projecto desportivo e produz talentos para ter êxito desportivo» e estes «são património do Sporting» e, por isso, pediu aos sportinguistas «que lhes manifestem o desejo que têm em que eles fiquem mais tempo, pois nós amamo-los. Não somos uma fábrica que faz talentos para os vender. Precisamos de ter condições para poder investir, segurar cá os talentos e ganhar».

Pois bem, eu, à falta de poder fazer isso directamente aos jogadores, faço aqui a minha parte. Peço a Veloso e a Moutinho que fiquem mais tempo. E, de caminho, peço também ao Yannick, Adrien, Pereirinha, Paulo Renato e Rui Patrício que fiquem também.

Peço que fiquem da mesma forma que pediria o mesmo ao Nani, ao Miguel Garcia, ao Semedo ou até mesmo ao Custódio. Estava, inclusive, na disposição de pedir ao Carlos Martins que ficasse (para se "endireitar" de vez e ajustar as tais contas connosco) ou ao Varela porque precisamos de avançados como ele. Até porque ainda estou para saber se, quem veio para o lugar deles, será melhor, pelo que preferimos sempre que fique o "nosso património".

Mas esta direcção não sabe o que é "ficar com património", pois, não obstante a recusa dos sócios em Assembleia Geral, teimou vendê-lo, mesmo sob ameaça de saída, arranjando um estratagema para o fazer.

Peço a eles que fiquem da mesma forma que teria pedido ao Hugo Viana que ficasse em vez de ir para o Newcastle, pois era muito cedo, nem tinha feito uma época completa e eu tinha gostado muito de o ver jogar nos juvenis e ao Ronaldo porque o Quaresma tinha saído e não poderíamos ficar sem os dois e era tão cedo para ir para Inglaterra... E ao Quaresma teria pedido para ficar porque ainda lhe faltava ganhar maturidade para se afirmar no Barcelona como acontecera com o Simão. E até teria pedido a este para não ir porque iríamos ser campeões para a época seguinte...de certeza...e teria, mais tarde, sempre possibilidade de ir para Espanha.

E é a esta crença que a(s) direcção(ões) do Sporting lança mão quando não sabe o que fazer. É a nós que apela quando não sabe mais para onde se virar. É à massa adepta do Sporting, que acreditava que "este ano é que é" (e éramos alvo de chacota por causa disso) e enchia Alvalade a cada início de época, para, depois, esmorecer no Natal (e éramos também alvo de chacota por causa disso).

E só descobriram que o Sporting "produzia talentos para ter êxito desportivo" depois de muitos sportinguistas se deliciarem ontem com estes jogadores crescendo nos campos de treino de Alvalade, onde, agora, se ergue o novo estádio, não se preocupando se esses mesmos sportinguistas podem hoje ir ver outros talentos do lado de lá do rio, não proporcionando condições para tantos e tantos adeptos poderem ir lá vê-los jogar (afinal custaria assim tanto providenciar transporte?).

Será mesmo que os "nossos" jogadores precisam que nós lhe digamos que queremos contar com eles? Será que eles não o sentem no apoio que lhes damos? Na crença que depositamos em cada um que desponta? Mas seremos mesmo nós que temos de ouvir que o Sporting não é «uma fábrica que faz talentos para os vender» e que «precisamos de ter condições para poder investir, segurar cá os talentos e ganhar»?

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Cansaço ou falta da aplicação?



Ontem foi uma daquelas noites, em que por vezes, mais apetece é ficar em casa, mas o Sporting, é sempre o Sporting, faça chuva, faça sol, esteja em primeiro em último, acabo sempre por não falhar, mas realmente, grandes "sacanas"! Bela prenda de anos - antecipada - me deram ontem! Desde logo não vou começar a "bater" em ninguém, hábito que normalmente o português tem, quando o seu clube não ganha. De qualquer forma vou considerar três ou quatro situações.
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Desde já o relvado, uma tristeza como continuamos a ter um relvado daqueles, que até acaba por prejudicar é a nossa equipa, mais do que aquelas que vêm a Alvalade "meter-se à defesa", mas quanto a isso, deixarei para outro post. Ainda do jogo falava e dizia que o Vitória ia ser um adversário difícil, além de estar a fazer um bom início de época, o Vitória parece ter gosto em fazer a vida negra ao Sporting, o mais giro é que quando é com o Benfica e com o FC Porto, abrem-se que parecem umas... bem vocês sabem. Seguindo o meu raciocínio, achei que o Paulo Bento fez mal em tirar o Tonel e em tirar o Romagnoli. Se às vezes acho que nem 11 temos para apresentar em condições, eu não vou cá com essa conversa do "fazer descansar" seja quem for. Temos de entrar com a melhor equipa sempre! Seja para que jogo for, seja para que prova for! Os grandes colossos da Europa, que têm um plantel infinitamente com mais qualidade que o nosso, não andam cá com "descansos", só muito raramente mudam a sua equipa base e mesmo assim quando o fazer, por vezes acontecem supresas. Não adopto o esquema de que o Paulo Bento agora não presta, até acho que ele não é um treinador que "invente" muito, mas não é infalível e para mim, ontem, errou.
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Cansaço ou falta da aplicação? Na primeira parte vi uma equipa apática, sem soluções e que mais não fazia, do que umas "cócegas" aos defesas do Vitória. Stojkovic esteve mal, Gladstone não é superior a Tonel, Farnerud nunca pode ser titular e Purovic, apesar de ter marcado o golo e também de não ser assim tão mau, como já corria pelos corredores de Alvalade, não é um jogador acima da média, que nos possa trazer uma mais valia, nem sequer no jogo aéreo. Este foi mais um daqueles jogos, em que o Sporting precisou de sofrer um golo, para começar a correr, foi preciso ver o tempo a escoar, para se esforçarem e assim fica difícil. Ontem, gostei apenas, da força que a equipa mostrou, em duas vezes recuperar animicamente da desvantagem no marcador, mas uma equipa que quer ser campeã, não pode dar uma parte de avanço, seja a que adversário for. O Vitória, também não fez um jogo tão bom, como querem fazer tranparecer. Foram certinhos a defender, empregaram mais raça no jogo e saem muito bem a jogar no contra-ataque. Todavia em grande parte do jogo, limitaram-se a estar os onze homens atrás do meio-campo e a não fazer mais do que destruír, de qualquer maneira e em abono da verdade, também acabaram por não merecer ser derrotados.
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Para finalizar, uma palavra para Polga, mais uma vez enorme! Está sem dúvida na melhor forma, desde chegou a Alvalade. Miguel Veloso, apesar de não estar ainda ao seu melhor nível foi dos melhores, tanto no meio-campo como a central. João Moutinho começa a voltar à sua forma e é sem dúvida um desperdício o ter a jogar agarrado a uma ala. Por último, gostava de dizer que há um jogador que me está a surpreender. Não acreditava nele e achava que íamos levar grandes "barretes" pelo seu lado, mas tenho que dar o "braço a torcer" e Ronny tem sido dos mais regulares do Sporting. Não tem sido por ele, que averbámos resultados negativos, nas últimas partidas.
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Quarta-feira, mais um deslocação complicada, antes de visitar o "antro". Outro Vitória, outra equipa em alta e que por certo nos vai fazer a "vida negra", vamos lá a ver, acredito sempre no Sporting, por isso... vamos a eles!

domingo, 23 de setembro de 2007

O moço de Sarilhos Pequenos



Hoje que o Sporting irá defrontar o Vitória de Setúbal gostaria de invocar aqui uma verdadeira "memória leonina".

A foto que ilustra este post é de um poster da revista/jornal «Equipa» de 30 de Novembro de 1977 que, em tempos, "ilustrava" também (entre outros) a parede do quarto que partilhava com o meu irmão. Aliás, ao recordarmos este poster, ele citou de cor a legenda que consta do mesmo, cujo título é perceptível na foto, e que reza assim: «Manuel Fernandes - o moço de Sarilhos Pequenos que a C.U.F. conquistou para o futebol e o Sporting lançou para o grande "palco" internacional: ele foi o melhor marcador de Portugal (quatro golos!) na fase de apuramento para o "Mundial". Um rapaz simples, que joga e estuda e tem na cabeça e nos pés o maior "segredo" do futebol de hoje: conseguir furar as redes».

Manuel José Tavares Fernandes abandonaria o nosso clube (de forma indigna para uma figura do Sporting como ele) para representar, precisamente, o Vitória de Setúbal, onde, juntamente com Jordão, haveria ainda de fazer bons jogos e continuar a "furar as redes" adversárias.

Durante as 12 épocas que envergou a camisola leonina (1975-87), onde efectuou 433 jogos e marcou 255 golos (média superior a meio golo por jogo), Manuel Fernandes conquistou 2 campeonatos nacionais, 2 Taças de Portugal e 1 Supertaça, tendo apenas sido o melhor marcador em 1985/86. O seu momento individual mais alto foi certamente os 4 golos marcados ao Benfica nos célebres 7-1.

Manuel Fernandes ainda regressou ao Sporting como treinador. Primeiro como treinador-adjunto de Bobby Robson (quando trouxe com ele José Mourinho do Estrela) e, mais tarde, quando assegurou, como treinador principal, a parte final da temporada 2000/01, em que Inácio foi dispensado, Mourinho deveria ter vindo, Fernando Mendes assegurou interinamente o comando da equipa durante Dezembro e parte de Janeiro, tendo ainda conquistado a Supertaça dessa época em finalíssima jogada em Coimbra.

Quando, a propósito do gesto de Ronaldo, se falou aqui em "sportinguismo", não posso deixar de lembrar aqui que Manuel Fernandes cumpriu um desejo de sempre (dele e de sua mãe): representar o Sporting Clube de Portugal. Quando, há tempos, lhe perguntaram se o facto de estar demasiadamente "ligado" ao Sporting lhe teria prejudicado a carreira como treinador (está, presentemente, em Angola) ele disse que, caso assim fosse, não se importaria nada com isso...

Como acho que um clube tem de viver de olhos postos no futuro, mas sem esquecer o seu passado, não consigo entender como uma figura do Sporting Clube de Portugal como Manuel Fernandes não tem lugar no (neste caso sim!) SEU clube...

sábado, 22 de setembro de 2007

Convocados para o Vitória.



Anderson Polga, que tinha vindo a cumprir trabalho de ginásio nos últimos treinos, cumpriu a sessão de treino desta manhã em pleno e foi convocado por Paulo Bento para o jogo de amanhã frente ao Vitória de Setúbal. Na lista de vinte jogadores convocados, destaca-se a entrada do guarda-redes Rui Patrício para o lugar de Tiago.
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Lista de Convocados:
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Guarda-redes: Stojkovic e Rui Patrício.
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Defesas: Polga, Ronny, Tonel, Gladstone, Paulo Renato e Abel.
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Médios: Paredes, Izmailov, Vukcevic, Farnerud, Miguel Veloso, Pereirinha, Moutinho, Romagnoli e Celsinho.
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Avançados: Purovic, Yannick Djaló e Liedson.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

MERCADO A CUSTO...ZERO?!

Caro Nuno, (isto não é só para ti mas…)
O prometido é devido…e como não quero que te falte nada…cá vai mais uma … vinda do baú da minha base de dados! Como sabem actualmente a única forma de inscrever atletas até Janeiro de 2008, é se eles estiverem desempregados. Ou seja…por vezes pensamos que neste momento só não têm clube jogadores fracos… o refugo…aqueles que mais ninguém quer…e se formos a ver bem as coisas…talvez não seja bem assim.

De laterais internacionais…a centrais com tarimba…Médios experientes… e avançados recordistas…de tudo há um pouco…Só não há Guarda - Redes em condições! Dividi-os em 2 categorias: as Pérolas (que eram excelentes contratações) e os Mais-ou-Menos Preciosos (que faziam jeito!)

Pérolas
Analisando o nosso plantel e as recentes lesões que nos afectaram, defini 4 potenciais alvos, actualmente desempregados e que seriam excelentes contratações!

1- Hatem Trabelsi (nascido em 1977)



A lesão de Pedro Silva abriu uma vaga na defesa do Sporting. Hatem Trabelsi é um antigo capitão de equipa da selecção Tunisina, que tal como P.Silva pode fazer as duas laterais. Forte fisicamente e veloz, deu nas vistas no Ajax (entre 2001 e 2006) e esteve para se transferir para o Barcelona e para o Inter, mas as negociações falharam. Por esse motivo acabou no Man.City.

Em Inglaterra jogou 1 época, onde fez 20 jogos e 1 golo, acabando surpreendentemente dispensado no fim da época. Era uma boa aquisição.

2- Olivier Bernard (nascido em 1979)



Ronny está a melhorar, mas ainda é fraquinho…Had…bem Had é uma incógnita. Por esse motivo parece-me que a aquisição de um defesa-esquerdo não será totalmente descabida. Olivier Bernard foi formado nas escolas do Lyon, mas cedo se transferiu para Inglaterra, mais concretamente para o Newcastle, por quem actuou 102 vezes, apontando 6 golos.

O início de 2005 permitiu uma mudança de ares…foi jogar para o Southampton, onde fez 13 jogos. Em seguida transferiu-se para o Glasgow Rangers, mas na Escócia não foi muito feliz, dado que raramente fez parte dos planos do treinador Paul Le Guen. Actuou apenas 9 vezes. A época passada esteve no plantel do Newcastle mas não jogou nenhuma vez. É internacional sub-21 e “B” pela França e destaca-se pela garra com que actua.

3- Kléberson (nascido em 1979)



Veloso-Moutinho-Izmailov-Vukcevic e Romagnoli…indiscutível a sua qualidade. Adrien é uma grande promessa…mas…Paredes, Farnerud e Pereirinha parece que não convencem ninguém. Kléberson já foi dado como certo no Sporting e no Benfica, acabando por se transferir para o Besiktas. Trata-se de um box-to-box, que tem tido alguns problemas de lesões. Foi a surpresa de Scolari nos convocados (e nos titulares) no mundial de 2002. Foi campeão do mundo e foi pedra fundamental no escrete. Na altura transferiu-se do At.Paranaense para o Man.Utd (com a curiosidade que a foto documenta…foi apresentado no mesmo dia que Cristiano Ronaldo) onde não foi totalmente feliz dado que se lesionou gravemente num tornozelo, no 2º jogo que fez.

Em dois anos em Manchester efectuou 25 jogos e apontou 2 golos. Fergusson não contava com ele e por esse motivo transferiu-se para a Turquia! Em dois anos ao serviço do Besiktas, fez 3 golos em 42 jogos, sendo que chegou a acordo com a agremiação turca para a rescisão amigável, abrindo assim uma vaga para estrangeiro não comunitário. Digam lá…dava jeito ter um médio trabalhador com este nível!

4- Mohamed Kallon (nascido em 1979)



Eis um jogador excelente. Pode actuar como avançado móvel, ponta de lança ou como 10. É o expoente máximo do futebol da Serra Leoa. Aos 15 anos era titular da selecção serra-leonense e transferiu-se para o Lugano via-Inter, ou seja, o Inter tinha um protocolo com esta equipa helvética e contratou este diamante, dando-lhe a conhecer o futebol europeu num campeonato calmo. No ano seguinte foi emprestado ao Bologna (2 jogos) e ao Génova (26 jogos 10 golos), actuando com o número 2 (!) nas costas.

Nos anos seguintes foi cedido a Cagliari , Reggina e Vicenza, consecutivamente, apontando 25 golos nestes 3 clubes. Em 2001 regressou em definitivo ao Inter, onde permaneceu até 2004, apontando 14 golos em 42 jogos. Na época seguinte transferiu-se a título definitivo para o AS Mónaco, sendo que na época seguinte o Al Itthiad (Arábia Saudita) contratou-o por empréstimo, inicialmente para o Mundial de Clubes do Japão, mas acabou por ficar com ele durante a época de 2005-06, onde apontou 12 golos em 26 jogos, vencendo a Champions League da Ásia. Em 2006-07 regressou ao AS Mónaco. Nas 2 épocas que actuou pelo clube do principado actuou em 37 jogos apontando 12 golos. Com a lesão de Derlei, trata-se duma solução barata (custo zero) e que pode trazer golos!

Diz que são Mais-ou-Menos Preciosos
Nesta 2ª parte faço um breve apanhado de alguns jogadores que estando sem contrato, potencialmente poderiam interessar ao Grande Sporting!

LATERAIS DIREITOS


Zé Maria - Internacional brasileiro, ex-Palmeiras, Flamengo, Parma, Perugia, Inter e Levante. Actualmente treina à experiência no Sheffield utd. Foi medalha de bronze nos jogos olímpicos de 96. Um contra: tem 34 anos!



Juan Velasco - Internacional espanhol, ex- Sevilla, Celta de Vigo, Atlético de Madrid e Español, esteve presente no Euro-2000. Um contra: é espanhol ( :lol: ).

LATERAIS ESQUERDOS



Michael Svensson - Internacional Sueco, pode jogar como DE ou DC. Ex-Halmstads, Troyes e Southampton. Tem 1,88cm e 32 anos (1975)


Alessandro Pistone - Internacional sub21 e Olímpico, italiano, ex-Veneza, Inter, Newcastle e Everton. 32anos. Um contra: conseguiu ser suplente do Nuno Valente ( :lol: )

DEFESAS CENTRAIS

Estamos bem servidos nesta posição…mas nunca se sabe se podem ser necessários reajustamentos. Por isso…cá ficam 4 dc que estão disponíveis no mercado.


Roque Júnior - Internacional brasileiro, campeão mundial em 2002, vencedor da liga dos campeões em 2003, ex-Palmeiras, Milan, Leeds Utd, Siena e Leverkussen, 1,86cm e 31 anos. Um contra: Um pouco lento e “duro de rins”


Pierre-Fanfan - Internacional e recordista de internacionalizações, pelas Ilhas de Martinica, defesa central duro (às vezes violento), líder por natureza, ex-capitão de Lens, PSG e Mónaco, actuou também no Dunkerque, Glasgow Rangers, de quem se diz estar a caminho do Bursasport (Turquia). 1,89cm e 32 anos. Um contra: Temperamento demasiado agressivo. Um ponto a favor: Temperamento…demasiado agressivo. Não nos podemos esquecer que estamos a falar de Defesas Centrais!



Frederic Déhu - Internacional Francês, DC ou trinco, Líder por natureza, ex-RC Lens, Barcelona, PSG, OM e Levante. Agressivo q.b. mede 1,86cm. Um contra: 35 anos.
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Saliou Lassissi - Internacional Costa-Marfinense, 1,85cm, 29 anos, veloz atleta pode jogar a DD ou a DC. Formado no Rennes, actuou no Parma, na Roma, Sampdória, Fiorentina, Nancy e Bellizona (Suiça). Um contra: é um jogador que tem alguma tendência para se lesionar.

MÉDIOS-CENTRO



Igor Biscan - Internacional croata, foi o mais jovem capitão de equipa do Dínamo Zagreb. Pode jogar como DD, DC ou Trinco. Tem 29 anos e mede 1,90. Ex-Dínamo, Liverpool e Panathinaikos. Venceu a Champions League em 2005 e a supertaça europeia em 2001.


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Seth Johnson - Eis um jogador azarado: Custou 10 milhoes de euros ao Leeds…e esteve quase sempre lesionado (joelho) gravemente. Em 4 anos actuou apenas em 54 jogos apontando 4 golos, pelo Leeds Utd. Trata-se duma promessa adiada do futebol inglês (internacional 1 vez), que pode actuar como Box-to-box ou como trinco. Formado no Crewe Alexandria, deu nas vistas no Derby County. É um jogador tipo “Pittbull”! Um contra: Tendência para se lesionar.



David Thompson - talentoso médio ofensivo (ou extremo direito) formado nas escolas do Liverpool, com 29 anos. Foi convocado 2 vezes (suplente não utilizado contra Eslováquia e Macedónia) por Eriksson. Actuou no Liverpool (48jogos / 5 golos), Coventry (66/15), Blackburn Rovers (64/5), Wigan (10/2) Portsmouth (12/0) e Bolton (8/0). Um contra: Nunca se conseguiu assumir na equipa principal do Liverpool e parece estar na fase descendente da carreira.

AVANÇADOS

Há 2 que não perdíamos nada se os fossemos buscar…



Lampros Choutos - nascido em Atenas no dia 7 de Dezembro de 1979, Lampros (deve-se ler Labros) é um ponta de lança tecnicista e robusto (1,77cm por 76kg). Formado nas escolas do Asteras Polygonou e do Panathinaikos, transferiu-se ainda como juvenil para a AS Roma. Chegado a sénior teve poucas oportunidades e rumou ao Olympiakos (primeiro emprestado e depois a título definitivo), onde apontou 22 golos em 47 jogos. No clube do Piréu, formou um trio ofensivo excelente com Zahovic (so uma época, dp substituído por Castillo) e Giovanni! Em 2000 marcou 15 (!) golos na campanha de qualificação para o Euro-Sub21, e era o capitão de equipa da Selecção Helénica. Em 2002 lesionou-se gravemente num joelho. Apesar da lesão apontou golos decisivos e festejou os campeonatos de 2000, 01, 02 e 03, mudando-se depois para o Inter de Milão. Assinou por 3 épocas mas nunca se impôs. Foi emprestado consecutivamente a Atalanta, Maiorca e Reggina, sendo que nunca convenceu os Interistas que só lhe deram hipótese de jogar 1 vez com a camisola Nerazzuri, na conquista do título de 2006! Um contra: 3 anos em que jogou pouco (20 jogos / 2 golos).



Savo Milosevic - Pouco há a dizer sobre este craque. Recordista de Internacionalizações (101 jogos) e Golos (35 golos) pela Sérvia (ainda apanhou a fase Servia/Montenegro e Jugoslávia), Savo é um Tanque (1,86, 86kg) goleador que fez golos por todo o lado onde passou. Com uma carreira ilustre ( Partizan, Aston Villa, Zaragoza, Parma, Espanyol, Celta e Ossassuna) recheada de golos (PTZ-64, AV-29, ZAR-44, PAR-9, ESP-12, CEL-14 e OSS-24), Savo participou nos Mundiais de 1998 (YUG) e 2006 (Servia/Montenegro), e no Europeu de 2000 (YUG), onde foi o melhor marcador com 5 golos em 4 jogos (Kluivert fez 5 golos em 5 jogos)! Nasceu em Bjélina, na actual Bósnia Herzegovina, mas jurou fidelidade à Jugoslávia e depois da separação à Sérvia! Um contra: 34 anos e o peso duma carreira em fase descendente…será que tem combustível para mais um relançamento de carreira?!

A lista estende-se…mas não me apetecia estar para aí a falar de Marjan Hristov, Jari Litmanen, Roberto Pinto, Ray Parlour, Djétou, Danjou, Flávio Conceição, Matt Jansen, Agathe ou Aidoo...
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Que tal?

7 – Lembrar ou Esquecer


Pela primeira vez na história do futebol português (que eu me lembre), 7 equipas portuguesas participaram, no mesmo ano, nas provas da UEFA.

Pessoalmente, acho que é chegada a hora de não mais aceitarmos as desculpas do costume, do género: - “azar com o sorteio”; - “a diferença entre orçamentos”; - ”os nomes “sonantes” dos jogadores adversários”, mas pelo contrário reflectirmos em conjunto para um futuro melhor do e no futebol português, aumentando-lhe, nomeadamente, a “capacidade” de competir com equipas estrangeiras.

Ia-me esquecendo que, as "vitórias morais" voltam sempre “a atacar” nestas alturas. Terrível!

Um (1) empate e seis (6) derrotas, este foi o descalabro, na ronda de competições europeias, que ontem mesmo terminou, onde “desfilaram” equipas portuguesas.

Não me venham com as histórias do “perder ou ganhar é desporto”, acredito nisso, mas só para os miúdos em formação – quanto aos crescidos, depende da realidade e do enquadramento, mas sobre este que estamos a discutir (FUTEBOL PROFISSIONAL / PORTUGAL) , por favor, convenhamos que…

Ou deixamos de participar de uma vez por todas, ou então, partindo de um principio que os argumentos, apresentados pelos “queixosos” do costume, são verídicos, “só” temos que trabalhar muito mais, melhor e de forma mais séria, para podermos, sem dinheiro, sem jogadores e com sorteios “azarados”, fazer uma figura mais competente.

Pensar global e agir local. Esse é o caminho!

Saudações leoninas, mas acima de tudo desportivas,

Afiando Garras

Dois fantásticos jogadores, apenas um grande sportinguista.



Já era para ter falado sobre isto e depois de o meu companheiro de blogue João Caetano, ter escrito o seu último post, até era para nem estar a "bater na mesma tecla". De qualquer forma, como fizemos este blogue para opinar, vou então deixar aqui o que penso.
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Há uns meses, no meu blogue pessoal, referi que desde 1991 admirava Figo, que mesmo naqueles tempos em que em Alvalade, se dizia que ele só caía e arrastava o cabelo no chão (aquela farta cabeleira, lembram-se?) eu sempre o admirei e desde então sempre foi o meu jogador preferido, mas também disse, que a nível de "sentimentalista" pouco ou nada tinha.
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Sinceramente quando se realizou o sorteio da Liga dos Campeões e nos calhou o Manchester United, não pensei no caso do Ronaldo marcar um golo, pensei sim que era "lixado" ficar no grupo deles, porque têm uma grande equipa, porque Ronaldo é actualmente um dos melhores do mundo e porque seriam um opositor muito difícil. Quando agora mais sobre o jogo, se começou a falar disso, quando inclusivamente perguntaram a Ronaldo como reagiria se marcasse um golo e ele disse que não sabia, aí sim, confesso que sinceramente pensei, que Ronaldo não fosse ligar nenhuma "ao sentimentalismo" caso marcasse.
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Pois é, mas o "puto" acabou por me surpreender. Para já, porque como já disse, não esperava que ele não festejasse e depois, porque a forma como o fez, a cara com que ficou, os gestos que teve, foram atitudes em nada falsas ou premeditadas, viu-se que "veio de lá de dentro". Às vezes sou um pouco como o Nuno Caetano, eu sportinguista como sou, se um dia tivesse a sorte de vestir aquela camisola verde e branca e se por acaso saísse, se calhar antes de um jogo contra o Sporting "lesionava-me", se não tivesse uma "lesão de última hora" acho que ia ter um daqueles dias mesmo muito maus, em que tudo me saía mal dentro de campo e muito menos teria atitudes, como certo palhacinho teve, a dizer que nunca jogaria noutro clube em Portugal e depois ir para o nosso maior rival. Mas compreendo que eles são profissionais, compreendo que Ronaldo tinha que fazer o seu jogo, mas a sua atitude, mostrou que tem tanto de profissional, como tem de humilde e agradecido a quem o "fez crescer".
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É curioso, nunca pensei que Figo tivesse a atitude triste que teve aquele dia em Milão, ele um jogador experiente, que passou pelo Sporting, até mais tempo que Cristiano, que nem sequer estava em campo, que nem sequer foi ele a marcar o golo, foi realmente muito feio, para quem se diz sportinguista. Aliás, desde esse dia, muitos dos sportinguistas que conheço, eu incluído, ficámos como uma ideia, muito "menos boa" sobre Figo.
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Esta quarta-feira, Ronaldo surpreendeu-me, se já gostava dele, se já o achava um "puto" humilde, hoje, ganhou todo o meu respeito e admiração. Não aplaudi o golo, porque nunca na vida aplaudirei um golo contra o meu Sporting, mas aplaudi de pé quando foi substituído.
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Por muito que custe a alguns frustrados, que não conseguem formar um jogador de topo, há mais de dez anos, Cristiano... tu és um dos nossos!

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Porque aplaudi Cristiano Ronaldo


O jogo tinha começado bem para o Sporting, na primeira parte dominámos o Manchester United e Liedson só não abriu o marcador, porque na baliza inglesa estava um guarda-redes que chamado Van der Sar.

Na segunda parte entrámos pior, o M.U. rectificou posições e o jogo tornou-se mais equilibrado com situações de perigo em ambas as balizas.
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Até que ao minuto 62, a centro de Wes Brown, Cristiano Ronaldo, rápido e felino concluiu de cabeça o lance, antecipando-se a Abel e a Stojkovic, e fez o golo com que a partida havia de terminar.
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E então aconteceu uma coisa inaudita em campos de futebol, Alvalade dividiu-se e houve sportinguistas que aplaudiram o pedido de desculpas de Ronaldo.
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Aplaudi Cristiano Ronaldo, (e não deixo de ser menos sportinguista por causa disso) obviamente não pelo golo que marcou contra o meu clube, mas pela atitude que teve. No futebol, como na vida, todos os dias se é ingrato, mentiroso, hipócrita e cínico esquecendo-se valores que deviam ser sempre lembrados.
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Cristiano Ronaldo não o fez, lembrou-se de quem o ajudou, de quem o formou e lhe deu visibilidade, porque se não fosse o Sporting, ele não era o jogo famoso que é neste momento. Merece por isso a minha admiração e o meu respeito.
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Aplaudi Cristiano Ronaldo, porque ainda é bom ver alguém ser reconhecido a quem o ajuda, porque é bom saber que ainda há alguma dignidade no futebol, porque como profissional que é ele não podia falhar aquele golo, e porque quase pediu desculpas por isso quando não tinha que o fazer.
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Porque Simão e Quaresma já nos marcaram golos e não o fizeram, porque Figo (que é Figo, e que para alguns parece até intocável) não se coibiu de comemorar esfusiantemente o golo de Crespo frente ao Sporting na Liga dos Campeões da época passada, Cristiano Ronaldo fez ontem a diferença e que diferença!
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Saudações Leoninas!

Especial Taça das Taças 1963/64



Depois da menos feliz, jornada europeia de ontem, hoje tenho o prazer de anunciar, que lançámos na nossa secção "Vídeos Online", o "Especial Taça das Taças 63/64".
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O propósito deste "especial" constituído por 6 vídeos, é o de relembrar e não deixam caír no esquecimento, a maior conquista europeia do nosso clube, a nível de futebol. Poderemos então passar a recordar ou a dar a conhecer aos mais novos, a fantástica caminhada do Sporting, na já extinta Taça dos Vencedores das Taças e que contou com "proezas" desde o início, ou seja a vitória de 4-0 sobre o V. Guimarães, na final da Taça de Portugal em 1962/63, a histórica goleada de 16-1 sobre o Apoel de Chipre, a fantástica reviravolta, frente ao Manchester United, a 18 de Março de 1964 e ainda a chegada a Lisboa, da comitiva "leonina".
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Penso que será isto, uma mais valia para o nosso blogue em crescimento e uma justa homenagem a todos estes homens, que elevaram bem alto o nome do Sporting e do futebol português, na época de 1963/64.

E agora para algo completamente mau…

… a Universidade Scolari vs Dragutinovic, acaba de formar um novo aluno: THOMAS REPKA… Qualquer semelhança com a realidade…é pura…realidade?! Aos Thomas Repka´s desse mundo futebolístico, um grande obrigado por nos permitirem situações deste nível humorístico, e um grande bem hajam!!!

Porque não aplaudi Cristiano Ronaldo



O motivo é simples e óbvio: porque ele estava a jogar num clube adversário e eu não tenho por hábito aplaudir quem marca golos ao Sporting. Podia até ser o meu pai, o meu irmão, o meu primo, o meu melhor amigo ou, até, o meu filho.

Quem marca golos ao Sporting não me está a fazer bem ao espírito. Eu não gosto que o Sporting sofra golos, nem que esteja a ganhar por 6 a 0 e o adversário marque no período de descontos e o jogo seja para o Torneio do INATEL.

Já sei o que se pode argumentar: os aplausos foram para o gesto de Ronaldo que não comemorou o golo e fez o que se pode ver na foto.

Eu sei que foi uma atitude para os adeptos do clube que lhe proporcionou jogar no Manchester United e...fazer um golo contra esse mesmo clube! E este é o problema maior - o Sporting perdeu o jogo por causa desse golo que sofreu do Ronaldo.

Do mesmo Ronaldo que vi mais vezes jogar nos antigos campos de treinos pelas camadas jovens do Sporting (em especial uma óptima equipa de Iniciados) do que pela equipa principal. Do mesmo Ronaldo que à primeira oportunidade, depois de uma intermitente primeira época, efectuada com idade de júnior, pirou-se para Manchester depois do jogo de inauguração do novo estádio, quando, segundo se diz, eles até queriam que ele ficasse por cá mais uma temporada, deixando o Sporting sem extremos, porque o Quaresma tinha sido vendido para Barcelona, e o Fernando Santos a ter que reformular tudo iniciando esta táctica do "losango" no meio campo...

Eu sei que o Ronaldo é profissional e a vida dele é esta. Sei também que seria pior se ele tivesse comemorado o golo. Mas também não vejo aquilo como sendo uma expressão de "sportinguismo", como vejo muitos ex-jogadores de outros clubes terem pelos ex-clubes deles. Limito-me apenas a registar e ficar com cara de quem sofreu um golo. Acho até que apenas consegui conceder-lhe uns aplausos quando foi substituído por causa do alívio de o ver ir embora.

Isto porque se eu fosse jogador profissional do Sporting como o Ronaldo foi, se, para muita pena minha, tivesse que abandonar o meu clube e, mais tarde, tivesse que jogar contra ele, apanhava uma diarreia um dia antes, uma unha encravada ou até, quem sabe, uma qualquer doença venérea (e todos sabemos que isso para o Ronaldo não seria assim tão difícil), mas nunca iria jogar contra o meu clube e NUNCA iria marcar-lhe um golo!

De outra galáxia...



Gosto sempre destes jogos da Liga dos Campeões, o burburinho que existe antes dos jogos, as grandes equipas a visitarem o nosso estádio, o hino da "champions" e uma fé inabalável, da qual os sportinguistas se enchem, em torno da sua equipa. Ontem não foi excepção, recebíamos na 1ª jornada, tal como na temporada transacta, um colosso do futebol europeu, desta vez, o Manchester United. Como aqui disse em posts e comentários anteriores, estava confiante, mas também sou realista e sabia, que seria difícil conseguir uma vitória. Ao contrário do Inter, o Manchester é muito mais equipa, muito mais organizado e está muitos patamares acima do nosso futebol. Como se não bastasse tudo isso, têm lá um "puto", que é simplesmente... de outra galáxia.
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Ao contrário do que muitos amigos meus me disseram, inclusivamente muitos "não sportinguistas", não acho que o Sporting tenha feito assim uma grande 1ª parte, mas atenção, não acho que tenhamos jogado mal ou que não tenhamos sido um digno adversário, acho é que num cômputo geral do jogo, o Manchester sofreu um domínio consentido e daí o Sporting, também "aparecer" mais. Ferguson, Queirós e seus pares, sabiam da valia da nossa equipa e também não vieram a Lisboa "passear". Ganharam, mas tiveram que suar.
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Quanto ao jogo em si, acho que tivemos certinhos, mas penso que podíamos nos ter solto e arriscado mais, tentando jogar aquele futebol de pé para pé que tão bem sabemos, mas isso poderá também não ter sido, falta de vontade da nossa equipa, mas sim, a qualidade do adversário, que não nos deixou fazer o nosso jogo. Oportunidades flagrantes tivemos duas - grandes defesas de Van der Sar - uma na 1ª parte por Liedson, outra na 2ª por Tonel, não fomos eficazes e com adversários deste gabarito, é a chamada "morte do artista".
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Num geral, acho que fizemos o que podíamos. Estamos uns quantos patamares abaixo de equipas deste nível e ainda há ali uns quantos jogadores, que não têm "estaleca" para adversários desta dimensão. De qualquer forma, acho que fomos bravos, valentes e só temos que saír de cabeça levantada. Por outro lado, não gostei nada da arbitragem do Sr. Herbert Fandel (Alemanha), não que tenha tido interferência no resultado final, mas porque acho que caiu sempre para o lado do Manchester e acabou por perdoar ali dois ou três cartões amarelos.
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Para finalizar, gostei do público, que até final esteve com a equipa, encheu Alvalade e foi uma noite de festa, pena que não terminada com um resultado mais positivo. Ainda uma palavra, para Cristiano Ronaldo, como tinha dito antes, se quando Rui Costa visitou Alvalade pelo AC Milan não o assobiei, muito menos assobiaria Nani ou Ronaldo. Nani fez um jogo mais discreto, mas Ronaldo encheu o campo e foi ele o desiquilibrador. Apontou o golo solitário e em sinal de respeito pelo seu clube, não festejou e fez um gesto como que pedindo desculpa, foi bonito.
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Agora, é manter a cabeça levantada e pensar já, numa vitória no próximo domingo, frente ao complicado V. Setúbal. Eu vou lá estar! Ao vivo é outra coisa!

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

O avental de Vítor Pereira

Este senhor é o presidente da Comissão de Árbitros da Liga Portuguesa de Futebol Profissional. A primeira imagem que tive dele foi na «Bola Magazine», um texto de Cruz dos Santos sobre as suas actividades teatrais. Vejo-o ainda hoje de avental num sketch perante uma plateia atenta de um bairro periférico de Lisboa. Mais tarde li uma enorme gaffe desse senhor quando se referiu a Dário Fo como autor da peça «E não se pode exterminá-lo?» de Karl Valentim. O lance do golo do Porto contra o Sporting na segunda jornada do campeonato nasceu de um erro crasso do árbitro. O defesa Polga, já em queda, desviou a bola que era conduzida pelo avançado Postiga, e na sequência desse corte, o guarda-redes do Sporting recolheu a bola com as mãos. Todos os especialistas na matéria consideraram erro do árbitro que também esteve péssimo no capítulo disciplinar deixando sem cartões vermelhos dois jogadores do Porto.
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Num assomo corporativo, o inefável Vítor Pereira apareceu a assinar um «esclarecimento» técnico que nada esclarece e que visa apenas tentar esconder com palavreado vazio o erro decisivo do árbitro do jogo das Antas. Qualquer pessoa percebe que um jogador só pode «passar» uma bola se a tiver. No caso quem a tinha era o Postiga que conduzia um ataque. Já em queda e (portanto) sem qualquer gesto deliberado (que é a palavra usada nas leis do jogo), o defesa Polga apenas «desviou» a bola, apenas «cortou» o lance, não fez nenhum passe nem poderia fazer porque estava caído no relvado e quem tinha a bola era o seu adversário. Em qualquer sociedade secreta há sempre um homenzinho com avental pronto a reescrever a História. Mas para isso é preciso saber escrever. E ter razão. Coisas que não se passam com este ex-actor amador.
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José do Carmo Francisco

Remember, remember 18/03/1964...



Quem teve o privilégio de assistir ao jogo que teve lugar no dia 18 de Março de 1964 no Estádio José Alvalade de certeza que assistiu a um dos maiores momentos na história do Sporting Clube de Portugal e, arrisco a dizê-lo, do futebol português.

A razão é sobejamente conhecida: o Sporting bateu nessa noite, por 5 a 0, o Manchester United de Sir Matt Busby, que fazia "renascer" os Busby Babes e contava nas suas fileiras, com nomes míticos como Bobby Charlton, Dennis Law e George Best, "virando" o resultado negativo de 4-1 da 1.ª mão dos quartos de final da Taça dos Clubes Vencedores das Taças disputada em Old Trafford.

54 minutos bastaram para marcar 5 golos (e mais um - erradamente - anulado), para alguma sorte (Dennis Law atirou ao poste quando estava isolado depois de ter ultrapassado o guarda-redes Carvalho logo após ter sido anulado o golo que seria o terceiro do Sporting) e para uma exibição de sonho de Osvaldo Silva (autor de 3 dos 5 golos - os outros 2 foram apontados por Geo e pelo célebre João Morais).

Hoje, mais de 43 anos depois, o Manchester mantém-se o mesmo colosso da altura e, apesar dos "Charlton" e "Best" serem "nossos" e chamarem-se Nani e Ronaldo, não somos nenhuns "coitadinhos", não iremos necessitar de "virar" nenhum resultado negativo, mas queremos que nos brindem com uma boa exibição e honrem o nome de Carvalho; Pedro Gomes, Alexandre Batista, José Carlos e Hilário; Fernando Mendes e Geo; Osvaldo Silva, Mascarenhas, Figueiredo e Morais!

Por isso, lembrem-se dessa noite de 18 de Março em que, como titulava o jornal «A Bola» "os diabos vermelhos viram o diabo em Alvalade" e recordemos as palavras de José Manuel Salema no programa do jogo cujo fac-simile aqui se reproduz: «Embora a tarefa pareça quase impossível, futebol é sempre futebol. Confiemos, pois, nos nossos briosos jogadores e apoiemo-los com todo o coração, incitando-os como sempre o temos feito nas grandes competições, gritando todos bem alto e numa só voz: Sporting, Sporting, Sporting!»

«Todos nascemos benfiquistas mas depois alguns crescem» de Joel Neto

O aparente absurdo do título do livro (Editora A Esfera dos Livros) é mesmo aparente. Nascemos no país do delírio das «papoilas saltitantes» que envolve quase tudo e paralisa quase todos. Fundado em 1908, o Sport Lisboa e Benfica festejou o «centenário» em 2004 e quase toda a gente se calou. Sempre que termina um campeonato lá vem a lista com as Ligas de 1934/8 que insistem em chamar campeonatos quando o único campeonato que se disputou entre 1934 e 1938 foi o Campeonato de Portugal. Joel Neto pega no assunto pelo lado da ironia: «Era muito mais bonita a vida se todos pudéssemos viver juntos esse permanente sonho de crianças. Vamos ter 300 mil sócios! O Rui Costa ainda só tem 25 anos! Vamos fazer um dream team!»
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Os textos deste livro oscilam entre a memória e a crítica: «Quando hoje folheio velhos álbuns de fotografias e vejo as centenas de automóveis que nos anos 80 estacionavam na cabeceira do Municipal de Angra do Heroísmo para apitarem os golos de um Lusitânia-Angrense, não posso deixar de lamentar que essa emblemática instituição da minha cidade tenha desaparecido. O derby. Entretanto vieram os construtores civis e os empreiteiros – e nós acendemos o televisor. A seguir vieram os empresários das águas e dos pneus – e nós instalámos a televisão por cabo. Agora estão aí os investidores e os líderes dos fundos de investimento – e nós já comprámos descodificadores para os canais de acesso condicionado.» A paixão tem como alicerce os relatos: «A bola ainda mal passara o meio-campo e já o relator se punha aos gritos. Ninguém o levava a sério. O relato era diferente do jogo.»
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Para o autor gostar de futebol é um contexto – uma história de vida: «abro o almanaque do centenário do Sporting e aquilo quase parece a minha biografia, contada domingo a domingo.» O futebol confunde-se com a vida: «recuperamos a infância. Uma vez por semana. É isto o futebol. Para mim. Às vezes dizem que o futebol é uma metáfora da vida. Metáfora é a pomba branca – futebol é vida.» Mas também a morte está na crónica sobre Fernando Valadão, o dirigente que levava os miúdos da Terra Chã num Volkswagen pão-de-forma encarnado, ilha fora, à chuva e ao vento: «morreu com leptospirose, doença propagada através da urina dos ratos (…) E sei que o Valentim Loureiro e o Pinto da Costa e o João Bartolomeu jamais morreriam de uma doença propagada por ratos. Eles sãos os ratos.»

terça-feira, 18 de setembro de 2007

O regresso dos filhos pródigos...



Já não bastava o adversário ser o poderoso Manchester United, já não bastava o seu plantel recheado de estrelas, ainda tinham de ter lá dois dos nossos "miúdos". Pois é, esta quarta-feira, vamos ter de regresso a Alvalade, os "nossos" Cristiano Ronaldo e Nani, dois dos melhor jogadores, da nossa formação, nos últimos anos. Cristiano Ronaldo já tem estatuto nos "red devils", Nani começa, mais cedo do que muitos previam, a fazer parte das "contas" de Ferguson.
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Sinceramente estou confiante num bom resultado, até porque se não vamos com um pensamento positivo, para um jogo destes, mais vale não ir. Tenho a certeza, que também para eles dois, este será um jogo especial. Obviamente que tudo irão fazer pelo seu actual clube, mas o futebol é assim mesmo e só peço destes dois respeito pelo clube que os "fez".
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Eu não irei assobiar nem um nem outro, nem que, até marquem um golo e tenho a certeza que a maioria dos sportinguistas também não o fará. Ao contrário de outros, no Sporting não temos por hábito assobiar ou "enxovalhar" portugueses que vão a Alvalade em representação de clubes estrangeiros. Lembro-me do caso de Rui Costa, quando veio a Alvalade pelo AC Milan em 01/02 e fui aplaudido, aquando a sua substituição. Assim sendo, não me parece que Cristiano Ronaldo ou Nani venham a ter uma recepção áspera por parte dos sportinguistas.
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Como referiram Yannick Djaló ou Miguel Veloso, será bom reencontrá-los, mas durante 90 minutos, eles serão o adversário e desculpem lá, nós também queremos ganhar. Bem-vindos a casa Cristiano Ronaldo e Nani.

A saga do relvado continua 4 anos depois



Amanhã iremos jogar com o Manchester United pela segunda vez no nosso novo Estádio José Alvalade (que se designa assim por força dos estatutos e não é "21" como querem impingir-nos por ignorância ou má fé).

Confesso que tive um flashback desse quentíssimo dia 6 de Agosto em que o Estádio foi inaugurado com uma vitória por 3-1 e um show do Ronaldo que não voltaria a pisar o nosso relvado.

E foi sobre este (o relvado e não o Ronaldo) que tive o flashback...

No dia da inauguração do estádio, bem como no dia do primeiro jogo oficial no mesmo (frente ao Belenenses) os tufos de relva que voavam eram incríveis e o "tapete" verde era indigno desse mesmo nome. Logo se encontraram responsáveis (os que colocaram o relvado) que viriam a fazer o mesmo no novo estádio do FC Porto com os mesmos (péssimos) resultados...

Optámos, então, por um relvado com fibras sintéticas para melhor aderência e a coisa foi andando assim até final do ano passado quando ouvimos um jogador do Sporting (Caneira) dizer que com aquele relvado até podia haver lesões e que era difícil jogar ali.

Em Janeiro, após o concerto dos Rolling Stones, toca de trocar de relvado, alegando que a substituição do concerto foi suportada pelos promotores do evento (o que até parece que nem corresponde à verdade, mas nem entro por aí).

Seis meses depois, no último jogo em casa com o Belenenses (e depois no jogo da Selecção contra a Sérvia), o relvado continuava a apresentar-se deficiente, sendo frequente vermos os jogadores a calcar os pedaços de relva levantados.

Já ouvi muitas hipóteses para o estado deplorável da nossa relva: o relvado ainda é novo e precisa de enraizar (geralmente utilizada nos primeiros meses do relvado); existe muita poluição; a relva apanha pouco sol e muita humidade porque as novas bancadas fazem muita sombra, etc.

O que sei é que em relação ao estádio antigo (com excepção daquele incidente em vésperas do jogo contra o Monaco para a Liga dos Campeões em que parecia futebol de praia tal a areia deitada no relvado, com consequências drásticas para o pobre funcionário que trocou fungicida por herbicida e "matou" a relva) a única diferença é a altura das bancadas que reduzem, eventualmente, a exposição solar.

No passado sábado o jornal «A Bola» aventava a possibilidade do relvado ser trocado novamente, não se coibindo o porta-voz oficial do Sporting, Miguel Salema Garção, de declarar que o Sporting não enjeitava a hipótese de "pedir responsabilidades" pelo sucedido.

Agora aqui é que paro. A quem devemos pedir responsabilidades pelo sucedido? A quem colocou o último relvado? Mas os problemas são similares aos que aconteceram anteriormente... A quem concebeu o estádio porque fê-lo de forma a ter pouca exposição solar (e não podemos fazer como se faz no ArenA em que o relvado desliza para fora do estádio para melhor exposição ao sol)? Aos dirigentes do Sporting que não sabem resolver o problema definitivamente?

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Alvaláxia e a Bola no Poste ou simplesmente Má Gestão?

Desde há uns anos que nos habituámos a ouvir e ler muita coisa sobre projectos, nomeadamente o mediático “project finance”. Desde o incontestado (não sei pq?*) Presidente Roquette que, claramente a linguagem no/do futebol parece ter mudado.

Se por um lado me agrada a ideia de tornar a gestão dos clubes e do futebol mais profissional e, provavelmente, mais responsável e séria, por outro lado parece que se perde alguma coisa, pois nem tudo o que são mudanças, são-no para melhor, que é o que todos esperaríamos. Estas mudanças apenas parecem motivadas pelos “números”.

Quando nós confiamos em determinado gestor para gerir os destinos da “nossa” empresa e também clube, neste caso, achamos que terá mais conhecimento, experiência e mais capacidades para, com engenharias financeiras ou simples rigores na gestão, conseguir ir endireitando as contas e as finanças da instituição – mostrando-nos resultados (a todos os níveis).

Mas, nem sempre as coisas parecem correr bem, já que, por diversas vezes no Sporting, os tais projectos falham e ninguém diz/faz absolutamente nada!? Será que estes consensos são saudáveis? Não me parece! Mas…enfim, também não se quer pensar em branqueamento de insucessos…espero!

Como todos os economistas sabem, existem várias estratégias financeiras para se equilibrar as contas de uma empresa, seja ela SAD (Sociedade Anónima Desportiva – mas também pode ser Saúde, Amor e Dinheiro(:-)), seja ela um “simples e tradicional” clube. Se por um lado temos que, obviamente, reduzir nas despesas, por outro lado temos que ter engenho e arte, para descobrirmos formas de aumentar as receitas, com o objectivo de podermos continuar a investir e a ter um clube bem vivo e dinâmico e que agrade os seus simpatizantes, associados e accionistas, continuando a ser útil à sociedade e ao país onde se insere.

Devo aqui lembrar que não fui eu que disse, que a opção pela construção de um centro comercial, uma clínica e um ginásio, entre outros equipamentos – em detrimento, se calhar de um estádio “mais voltado” para o desporto – que é para isso que servem os clubes, pelo menos os que eu conhecia no passado, serviriam para o clube não estar dependente da bola que vai ao poste e não entra. Assumo: Na altura, conscientemente, concordei com esta ideia e estratégia.

Pouco tempo depois chega-se à conclusão que já não serve? Será esta conclusão leviana e precipitada? Será que ninguém assume que o tal projecto, que ainda continua “de pé” foi um fracasso? Ou será que toda a gestão não tem sido a melhor? Porque não dar a gerir a quem sabe da “poda”, em vez se desistir e, simplesmente, vender a "torto e direito". Os dados parecem, de facto, objectivos. Podemos concluir que, engenho e arte são coisas que não têm abundado pelas bandas de Alvalade. - Questiono-o com toda a frontalidade!

Parece que o “único” tiro certeiro foi a construção da Academia de Alcochete, depois disso, desde a construção deste estádio, que está longe de ser “perfeito”, aos “negócios” dos terrenos com a CML, à decisão da não construção de um pavilhão “para jogos oficiais”, à decisão de não construção de uma pista de atletismo, nem no centro de estágio - quando temos a modalidade mais premiada no SCP, ao nível de clubes em toda a Europa, à decisão de construção de um centro comercial, à decisão do enceramento de algumas modalidades** “amadoras”, que muito nos faziam vibrar em tempos idos, à localização do bingo, afinal onde é que "fica", entre outras decisões estratégicas.

Será que meia dizia de anos depois, tudo isto deixa de ter validade, deixa de servir, é desajustado à realidade do clube? Alguém falhou! Quem é que falhou? Não ouvi falar de nada!

Alienar património para reduzir o passivo, baixar os juros, pagar algumas dívidas? Isto era o que qualquer mau aluno de economia e gestão faria naquele lugar. Até “moi-meme”, que sou de outras áreas, conseguiria fazer tudo isto.

O que todos nós esperávamos era que, aquilo que foram projectos, propostos e apoiados por grandes maiorias, desde há poucos anos atrás, se mantivessem em pé e não estivessem sempre a ser postos em causa, até pelos mesmos que estiveram na sua origem.

Estou, nesta fase, um pouco mais baralhado, triste e pobre, tal como o meu clube do coração.

Nota: Leiam a entrevista dada na última Visão, do Presidente FSF e digam-me de vossa justiça…sim, aquele que não queria ser presidente, sim, aquele que queria um clube só com futebol e sem modalidades, sim, aquele que só vai uma hora por dia ao clube e diz que já está cansado das viagens de carro a acompanhar a equipa, etc. Por momentos, bem lá no passado recente, pensei que seria uma boa opção para substituir o ADC, mas…já começo a ter saudades.

*Na minha opinião também tem muitas culpas no “cartório". Abordaremos noutras “núpcias”, esta temática.
** Mais uma que tem que ser bem discutida no seio (uiiii) dos sportinguistas.

Saudações leoninas, mas acima de tudo desportivas,

Afiando Garras

Desculpe Sr. Paulo Pereira, obrigadinho ok?



Para começar, nunca gostei deste senhor Vítor Pereira. Nem no tempo em que o diziam sportinguista (o que é mentira) e só prejudicava o Sporting dentro das quatro linhas, muito menos fiquei a gostar dele, quando o caso do João Pinto na Coreia (que mais tarde percebi o porquê, um lugarzinho na UEFA) e agora só me começa a dar vontade de rir.
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Desde já as minhas desculpas e quero aqui agradecer ao Sr. Paulo Pereira, pela magnífica exibição que fez ontem na Amadora. Mais ainda, quero agradecer por não ter admoestado o Rui Duarte pela tesoura que fez por trás ao Vukcevic, quero também agradecer por ter poupado duas grandes penalidades e a expulsão ao Maurício, assim como poupou a expulsão ao lateral Cardoso, e além de todos estes agradecimentos, queria ainda mesmo muito agradecer, o amarelo que deu ao Abel, quando foi abalroado dentro da área.
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Quanto ao aviso preventivo de Paulo Pereira, de que todos os atrasos de bola ao guarda-redes são assinalados como falta, também gostávamos muito de agradecer. Assim como podia ter avisado que não se podia jogar com as mãos, o jogo se ia jogar com uma bola e os golos se marcavam entre aqueles 3 postes, colocados nas extremidades do campo. Assim ficávamos todos muito bem esclarecidos.
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Só gostava era de saber, se nas outras partidas, também os outros árbitros fizerm os mesmos "avisos preventivos". Quanto ao Sr. Vítor Pereira, e como medida preventiva, podia ter sido ele próprio a avisar o Sr. Paulo Pereira, que quando um jogador é atropelado dentro de área, se marca grande penalidade.
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Já agora, deixo aqui um aviso ao Stojkovic e aos outros guarda-redes do Sporting. Nos próximos jogos, mesmo quando for um adversário a rematar à baliza para fazer golo, desviem-se e não defendam com as mãos... pode ser considerado atraso! Deixem as bolas todas entrar, que assim ficamos todos felizes e cumpre-se as regras no imaculável futebol português!
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Desculpe Sr. Paulo Pereira, obrigadinho ok?

domingo, 16 de setembro de 2007

Vitória... apesar de Paulo Pereira.



Desde já, o porquê do título do post. Esta palhaçada tem de acabar e como dizem que só nos queixamos quando perdemos, hoje vencemos com inteira justiça e a arbitragem do Sr. Paulo Pereira foi simplesmente vergonhosa. Nem quero falar da falta de cartões a jogadores do Estrela, a foras-de-jogo mal marcados, até nem vou falar do penalty sobre o Vuckevic, vou só falar do escandaloso penalty que ficou por marcar sobre o Abel e mais, como pode ainda dar um cartão amarelo ao jogador do Sporting? É vergonhoso! Era nestas horas que "quem manda" não se devia calar e reclamar a falta de verdade desportiva.
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Quanto ao jogo em si, gostei da atitude do Sporting. Em vésperas do jogo com o Manchester, Paulo Bento já tinha avisado, que quem "não metesse" o pé, também não o faria com os ingleses e a equipa acabou por mostrar, que estava na Amadora para ganhar. Para não variar, Liedson fez o golo da ordem (aquele que um dia, um presidente rival, chamou de jogador vulgar) e à passagem da meia-hora, já o Sporting vencia por 2-0, com um 2º golo apontado por Vukcevic, que para mim, foi um dos melhores na Reboleira. Jogo lento na segunda parte, onde aqui e ali Paulo Pereira ainda fez das suas, com algumas oportunidades para aumentar a vantagem e uam hesitação de Stojkovic, que podia ter saído caro, não só a nível do marcador, mas também fisicamente para o guarda-redes sérvio.
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Para finalizar, não percebi porque deixou Paulo Bento, o Celsinho de fora, em detrimento por exemplo, do Pereirinha, que sinceramente para mim, é o jogador com menos estofo, no nosso plantel. Resultado importante, primeira vitória fora e um bom tónico para o jogo da Champions, quarta-feira lá estarei e estou confiante numa vitória!

sábado, 15 de setembro de 2007

Stojkovic recuperado, Celsinho convocado.



O técnico do Sporting, Paulo Bento, convocou este sábado todos os jogadores disponíveis, com excepção de Rui Patrício e Adrien, para o encontro com o Estrela da Amadora a realizar amanhã (18:00) na Reboleira. A chamada de Carlos Paredes, Paulo Renato e Celsinho são as principais novidades.
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Lista de convocados:
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Guarda-redes: Stojkovic e Tiago.
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Defesas: Abel, Paulo Renato, Gladstone, Polga, Tonel e Ronny.
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Médios: Carlos Paredes, Miguel Veloso, Pereirinha, Moutinho, Farnerud, Romagnoli, Izmailov, Vukcevic e Celsinho.
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Avançados: Purovic, Yannick Djaló e Liedson.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

O bom, o mau e o vilão...



Desculpem voltar a bater na mesma "tecla", mas além de sportinguistas, somos portugueses (digo por esta ordem, porque sofro muito mais pelo Sporting do que pela Selecção), e este parece-me um assunto que diz respeito a todos.
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Começo pelo título do post: O bom (O Sr. Markus Merk, já que parece, quererem "bater" mais no Scolari, do que num árbitro que não teve mão no jogo, não se intrometeu para separar a confusão que pairou no fim do jogo e nem sequer os 2 minutos - que já eram um roubo - de compensação deu), o mau (que pelas fontes do Jornal Record, só pode ser considerado de mau, as tristes pressões do Sr. PC, isto a se constatarem verdadeiras) e o vilão (Scolari, que como habitual, de bestial passou a besta).
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Como disse antes, critico sem dúvida alguma a atitude de Scolari, deixou má imagem, não o pode fazer. Mas também não tenho memória curta e continuo a dizer, se Portugal chegou onde chegou no Euro 2004 e no Mundial 2006, se Portugal se voltou a unir em torno da Selecção, se passámos a ser uma Selecção respeitada a nível mundial, muito disso se deve ao brasileiro.
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Por mim reprovo a atitude, acho que Portugal só empatou por culpa própria, apesar dos erros do árbitro, mas também não vou chegar ao ponto de "cruxificar" Scolari. De mim terá o seu apoio e peço aos sportinguistas, diferentes como são, que ao invés de optarem pelo caminho mais fácil, o da "execução", da "cruxificação", que fiquem do lado de Scolari, que sempre defendeu os nossos jogadores e sempre defendeu o nosso país, como se tratasse do seu Brasil.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

"Borrou a pintura"



Ainda eu, no meu post anterior, falava positivamente da importância de Luis Felipe Scolari e ontem tem aquela atitude, que "borra a pintura" e de que maneira.
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Scolari não estava mais frustrado, que todos os portugueses presentes em Alvalade (eu incluido) e todos os outros espalhados pelo mundo. Portugal jogou mal, o árbitro Markus Merk, uma vez mais prejudicou Portugal, a Sérvia empatou com um golo em fora-de-jogo, mas nada justificava a atitude de Scolari. Era em campo que devíamos ter mostrado a nossa superioridade e andámos quase 80 minutos a "dormir" e a "viver à conta" do golo madrugador. Só nos podemos culpar a nós próprios.
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Felipão... Muito feio, muito feio mesmo! Voltámos a deixar uma péssima imagem de Portugal. O público presente em Alvalade, incansável no apoio à Selecção, os portugueses em geral, não mereciam...

Faz hoje 4 anos, mas antes não fizesse...



Faz hoje 4 anos que Vítor Manuel Afonso Damas de Oliveira nos deixou mais pobres, pois ausentou-se eternamente e privou-nos da sua presença entre nós, deixando, porém, no nosso coração a sua marca indelével para todo o sempre.

Vítor Damas (ou o «Charuto» como era, carinhosamente, alcunhado pelos amigos) é, indubitavelmente um dos maiores símbolos do Sporting Clube de Portugal, sendo o jogador que mais vezes envergou a camisola leonina - 721 vezes entre as épocas 1966/67 e 1974/75 e, posteriormente, entre 1984/85 e 1988/89, onde terminou a carreira, quiçá não da forma merecida...

Nesse hiato em que não envergou as cores do nosso clube, Damas representou o Racing Santander de Espanha (1975/76 a 1979/80), o Vitória Sport Clube (Guimarães) entre 1980/81 e 1982/83 e o Portimonense Sporting Clube em 1983/84.

Posteriormente à sua retirada, Vítor Damas ainda exerceu o cargo de treinador (interino) principal do clube e treinador de guarda-redes.

Haveria muito para dizer sobre tão lendária figura. Os seus pontos altos e baixos. As suas exibições e as suas desilusões. Mas hoje não.

Hoje não quero recordar o triste episódio que motivou a sua saída do Sporting. Não quero saber porque é que demorou tanto tempo até regressar ao Sporting. Não quero lembrar as defesas impossíveis. Não quero recordar a estima que todos que o conheceram de perto têm dele e o carinho com que falam dele.

Hoje quero apenas recordar as lágrimas que, a muito custo, não consegui conter quando foi respeitado um minuto de silêncio (com uma tremenda salva de palmas) no Estádio José Alvalade e aquelas que, escrevendo e recordando esta mítica figura, vou conseguindo suster.

A foto foi (com a devida vénia) retirada do blog dos nossos confrades www.ofensiva1906.blogspot.com pelas razões que são evidentes. Também da mesma autoria poderão ver um slideshow de fotos de Vítor Damas neste link.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

11 Leões com o Querer de 1 só Leão!


O mês que está a decorrer vai ser muito importante para nós. Não é decisivo, mas é importante, muito importante.
Campeonato, Liga dos Campeões e Taça da Liga, são as provas que vamos disputar neste mês. No campeonato começámos este mês com uma vitória suada mas justa sobre o Belenenses, segue-se a visita à Amadora, recebemos o V.Setúbal e depois o eterno derby. Pelo meio, no dia 19, recebemos o Manchester e para a Taça da Liga vamos na semana seguinte a Guimarães. É dose para Leão!
No campeonato é importante continuar na senda de vitórias e não menosprezando os outros clubes a visita à Luz é como todos sabemos o jogo mais difícil. Na Liga dos Campeões, vamos receber o poderoso Manchester. E na Taça da Liga com o V. Guimarães não podemos facilitar.
Porque as derrotas levam ao desânimo, à desmotivação e à quebra psicológica, temos de estar unidos e concentrados para estes jogos, temos de ser superiores, contra as lesões que nos desfalcaram o plantel neste começo de campeonato, contra os árbitros que já mostraram no jogo das Antas com o que podemos contar.
Honra, brio, glória, querer, dedicação, confiança Superar todos estes obstáculos, seria sem dúvida uma boa rampa de lançamento para os próximos meses. Temos de acreditar, mas é preciso que os nossos jogadores nos façam também acreditar.
Vão ser 15 dias a doer. Como vai ser o balanço final? Têm a palavra os nossos jogadores. O primeiro obstáculo é já dia 16, na Amadora.

O factor Scolari...



Hoje vou ao nosso Alvalade ver o Portugal-Sérvia e espero sinceramente que consigamos uma vitória, que é neste momento crucial, para marcarmos presença no Euro 2008. Estava para escrever depois do jogo, mas vou escrever já, até para independentemente do resultado, falar sobre Scolari.
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Hoje em dia diz-se que é imperdoável Portugal falhar uma competição deste tipo (Europeu ou Mundial), mas eu ainda sou do tempo, em que ficava triste, por não me saírem cromos da nossa Selecção, nas "carteirinhas" de certames desses, pela simples razão, de que Portugal "nunca lá punha os pés". Lembro-me do França 84, melhor do México 86, mas de 86 a 96 foi um vazio. Só em 96 e com base em alguns dos campeões de Riade 89 e Lisboa 91, lá nos conseguimos apurar para o Euro em Inglaterra. Dois anos depois voltámos a falhar a qualificação para o França 98 e só a partir de 2000, começámos a manter uma assiduidade, no panorama internacional, a nível de selecções.
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Mas porque falo eu de Scolari? Scolari só chegou em 2004 e Portugal já tinha o apuramento garantido, por ser o país organizador, podem vocês dizer. Sim é uma realidade, mas uma coisa é certa, ainda há dias a rever na RTP Memória, um jogo de Portugal a contar para o apuramento de um Europeu, via-se o Estádio de Alvalade quase vazio e aí é que eu quero chegar. Scolari não é português, nunca o disse ser, muito menos disse, que desde pequeno sonhava com o nosso país, mas "Felipão" desde 2004 e com a "história das bandeiras à janela" (e obviamente os resultados) conseguiu unir Portugal (povo) à sua Selecção (de futebol).
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Sem qualquer tipo de machismo, qual era a rapariga/mulher que vibrava com os jogos da Selecção Nacional há 5, 6 anos atrás? Quantos jogos da nossa Selecção tinham estádios compleamente cheios, como aconteceu ainda agora frente à Polónia no Estádio da Luz e vai acontecer hoje em Alvalade frente à Servia? Se não fosse um jogo decisivo e onde não andássemos de "calculadora na mão" e a depender de terceiros, para nos apurarmos, nunca Portugal (o povo) acompanhava tanto a sua Selecção Nacional como agora o faz, e aí está o seu mérito.
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Não vou dizer que concordo com todas as opções de Scolari, não vou dizer que gostei sempre das suas escolhas, mas uma coisa é certa, desde que Scolari assumiu o comando, a disciplina impôs-se no grupo de trabalho, deixaram de haver os "compadrios" e a Selecção Nacional foi começada a levar a sério.
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Scolari tem o mérito de ter voltado a fazer, com que o povo se unisse à sua Selecção e hoje sim, hoje podemos dizer, esta é a "Selecção de todos nós!"