segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Breve retrato de Mário André

Passa o dia a viajar como um cigano
Entre a Lezíria e a Estrada de Pegões
Respira o verde todos os dias do ano
Entre a casa e a Escola de Campeões

Chega a esquecer-se das suas lesões
No esforço de curar quem o procura
No relvado eles correm como leões
Na marquesa sofrem com amargura

Passa o dia a viajar como um cigano
De terra em terra a fazer tratamentos
Os olhos são Atlas do corpo humano
Percebe uma lesão em dois momentos

Tudo o que diz é genuíno e verdadeiro
Tudo o que faz tem o toque dum artista
A sua vida não se esgota no enfermeiro
A sua alma está para lá do massagista

José do Carmo Francisco

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