quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Polga renovou até 2012 - OFICIAL


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A SAD leonina já comunicou à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) a renovação do contrato com Anderson Polga até 2012.
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Anderson Polga que chegou a Alvalade no início da época 2003/04, tornou-se uma das principais referências da defesa do Sporting. A cumprir a sua 6ª época em Alvalade, Polga vai - se não estou em erro - a caminho dos 200 jogos com a camisola do Sporting, e é hoje o sub-capitão do nosso clube.
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Se bem que os contratos hoje valem o que valem, não deixa de ser uma boa notícia, a aposta na continuação do internacional brasileiro e único Campeão do Mundo a actuar em Portugal.

Época 2008/2009

Estamos a dois dias do início da época 2008/2009.

Penso que a política de contratações deste defeso demonstra uma vontade inequívoca de tornar o plantel mais consistente e com mais soluções para enfrentar uma época longa e desgastante.

O recurso a atletas com mais experiência e com conhecimento aprofundado do futebol português e do clube pareceu-me uma estratégia acertada.

Na defesa, Caneira dará segurança qualquer que seja a posição que venha a ocupar, sendo que a manutenção de Grimi me pareceu uma opção acertada.

No meio campo, a contratação de Rochembach poderá trazer à equipa, entre outras valências, a capacidade de remate a meia e longa distância, o que foi sempre uma limitação nas últimas épocas. O surgimento de Adrien também permitirá uma maior rotatividade e o crescimento de um atleta de potencial elevado.

Na frente, Postiga poderá formar uma dupla muito interessante com Liedson, sendo que Derlei, caso não tenha lesões, também será uma “contratação” importante.

Acho que existem alguns factores que poderão ser determinantes para que o Sporting possa realizar uma boa época, nomeadamente (i) a confirmação que a aposta do Paulo Bento no Rui Patrício é acertada; (ii) o retorno à consistência defensiva de um passado recente, facto que espero seja alcançado com a presença do Caneira e a manutenção do Grimi; (iii) uma maior fluidez de jogo no meio campo, esperando poder voltar a ver o Veloso da primeira época, o Rochembach dos (bons) velhos tempos e uma maior adaptação do Vukcevic e do Izmailov; e (iv) uma maior produtividade da nossa linha avançada, sendo que Derlei (sem lesões e nervosismos excessivos) será um elemento importante, assim como Postiga, caso regresse às exibições do seu início de carreira no FC Porto, quando era fortemente moralizado e acarinhado pelo José Mourinho e restante equipa técnica.

Acho, também, que esta época será fundamental para a continuidade futura do Paulo Bento no comando da equipa. Recordo que nas duas primeiras épocas em que treinou os seniores do Sporting conseguiu manter uma consistência assinalável de resultados, o que se traduziu no facto de lutar pelo título até ao fim (até à última jornada há duas épocas atrás). Na época passada, as exibições e, também por consequência, os resultados começaram por ser negativos para as ambições em termos de campeonato e nunca se conseguiu “dar a volta”, ficando o nosso clube arredado desde muito cedo da luta pelo título. Paulo Bento já demonstrou ser capaz de manter uma “dinâmica de vitória”, mas ainda não provou ser capaz de inverter uma “dinâmica de derrota”, tal como aconteceu na época passada nos jogos fora de Alvalade.

Paulo Bento já demonstrou ser capaz de “espremer” uma equipa com poucas soluções, espero que demonstre sagacidade táctica para fazer o mesmo com um plantel mais rico.

A época de 2008/2009 tem que revelar um Sporting com consistência ganhadora, de modo que possa ambicionar mais do que a conquista de troféus por eliminatórias.

Nesta época o Sporting também terá que ter por objectivo (atingível) a presença na segunda fase da Liga dos Campeões, dado que é nesse mercado que temos que efectuar uma aposta forte não só em termos desportivos, mas também em termos financeiros, visto que é do mercado futebolístico global europeu que surgem as receitas mais significativas, as quais permitem gerir a tesouraria do clube sem alienar os seus activos mais importantes: os seus melhores atletas.

O campeonato de 2008/2009 permitirá o acesso directo à Liga dos Campeões apenas a uma equipa, ou seja ao campeão, a menos que tenhamos o mesmo vencedor da época passada e as resoluções definitivas da UEFA relativas ao Apito Final não lhe concedam o direito de participação em provas europeias.

É muito importante que a performance desportiva nos próximos campeonatos seja marcadamente positiva de forma que possamos aliar à conquista de títulos a “boa forma” financeira (intimamente ligada a boas prestações na Liga dos Campeões), a qual nos permitirá continuar a fazer aquilo que é verdadeiramente a “vantagem competitiva” do Sporting – formar bons jogadores – sem que os vejamos partir cedo de mais.

Venha daí a época 2008/2009!


P.S.: Há uns bons anos atrás, num trabalho que fiz com um dos “notáveis” do nosso rival do outro lado da segunda circular, o Manuel Boto, ele dizia-me que a direcção do Sporting não percebia que os principais activos de um clube de futebol têm que estar dentro do campo. Nos últimos anos, também por força das dificuldades financeiras do Clube, esses passaram realmente a ser quase os nossos únicos activos. Espero que a política de contratações deste defeso demonstre que esses “activos” são bem rentáveis…

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Efeitos pirotécnicos? Jogo de luzes? Onde?


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No passado sábado, veio-me a memória a despedida do "velhinho" José Alvalade, ou seja uma festa triste, deprimente e que me deixou muito, mas muito desiludido.
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O jogo de sábado foi como que um "déjà vu". Amplamente publicitado, na internet, por e-mail, no jornal do Sporting, por diversos meios de comunicação, como a "festa do 5 anos do novo estádio José Alvalade", de festa... pouco ou nada se viu.
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Efeitos pirotécnicos? Jogo de luzes? Onde? Não fosse a boa disposição dos sportinguistas, de mim, do meu pai, do meu tio, do meu primo, entre tantos outros, que ficámos feitos parvos à espera e que já dizíamos termos emprestado o fogo de artifício a Pequim e a tristeza ainda tinha sido maior!
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Sinceramente... é uma tristeza. Não vou ao futebol à espera de fogo de artíficio, marquei presença, por que marco sempre presença em Alvalade, faça chuva faça sol, esteja o Sporting à frente ou atrás, a vencer ou a perder, mas realmente, deixar os sportinguistas à espera dos efeitos pirotécnicos, do jogo de luzes, de um grande espectáculo e depois nem sequer haver a dignidade de avisar os adeptos que afinal nada havia... é muito, mas muito mau.
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São nestas pequenas - grandes - coisas que se vê como vai o nosso clube. Mas isto sou eu, é apenas a opinião de alguém que "só" é sócio desde que nasceu... mas os sócios hoje não valem nada, certo?

Calendários do Passado - Oceano


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Oceano Andrade Cruz, um verdadeiro... "mar de força".
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Mais de uma década ao serviço do Sporting, intervalada apenas por 3 épocas na Real Sociedad, fazem da ligação deste médio que chegou em 84/85 a Alvalade, proveniente do Nacional da Madeira, uma das mais fortes das últimas décadas.
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A apenas um mero jogo, dos 400 jogos oficiais de "leão ao peito", entre 1984/85 e 1997/98, sendo capitão nas últimas épocas ao serviço do Sporting, fazem de Oceano, um jogador eternamente ligado à história do Sporting Clube de Portugal.

domingo, 10 de agosto de 2008

Um ano de SuperSporting


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Mais de 12 mil visitas, mais de 16 mil páginas vistas e mais de 300 posts colocados online, são números bastante aceitáveis para um blogue, única e exclusivamente para falar, pensar e comentar a vida do Sporting Clube de Portugal.
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A todos aqueles que desde o ínicio me acompanham neste projecto, a todos os "blogueiros", o meu muito obrigado. Obrigado também a todos aqueles que regularmente passam no blogue e que comentam, os posts que vamos lançando.
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Esperamos que esta época seja uma época de sucesso e que o nosso blogue esteja sempre ao nível, do grande nome do Sporting Clube de Portugal.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Faz hoje 5 anos...


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Pois é, parece que foi ontem, mas faz hoje, dia 6 de Agosto, exactamente 5 anos que foi inaugurado o nosso novo estádio.
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Inauguração apadrinhada pelo Manchester United e com o simbólico pontapé de saída a ser dado pelo saudoso Jesus Correia. No jogo onde Cristiano Ronaldo começou a despontar para a fama, o Sporting venceu por 3-1, com golos de Luís Filipe e João Pinto (2). A primeira equipa do Sporting a pisar o novo relvado foi: Ricardo, Miguel Garcia, Beto, Hugo, Rui Jorge, Custódio, Rochemback, Luís Filipe, João Pinto, Cristiano Ronaldo e Silva. Jogaram ainda: Lourenço, Paulo Bento, Polga, Toñito e Mário Sérgio. O 1º golo oficial no novo estádio foi apontado por Rochemback, o 1º bis por Toñito, o 1º «hat-trick» por Liedson, o 1º «poker» por Bueno, e na sua 2ª época, em 2004/05, foi atingida a marca de 1 milhão de adeptos.
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Com 52000 lugares, todos sentados e cobertos, o novo José Alvalade foi desenhado pelo conhecido arquitecto Tomás Taveira. Com uma arquitectura arrojada e moderna, foi considerado um dos 10 Estádios mais bonitos da Europa. Desde a sua inauguração, já recebeu importantes jogos do Euro'2004, a final da Taça UEFA 2004/05 - de má memória para o nosso clube - e foi palco de grandes momentos, como a histórica reviravolta frente ao Newcastle United (2004/05), o Jogo do Centenário, a 1ª vitória - do novo estádio - na Liga dos Campeões frente ao Inter de Figo e a fantástica reviravolta de 16 de Abril de 2008, frente ao sempre rival Benfica, com uma goleada por 5-3, entre outros grandes momentos.
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PS - Aproveito para dar os parabéns a um amigo meu e habitual leitor/comentador do nosso blogue, o Davis, que faz anos hoje, no mesmo dia da inauguração do nosso estádio.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Palmas? Assobios? Indiferença? Que atitude tomar?


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No passado sábado, no (primeiro) jogo de apresentação frente ao PSV, João Moutinho foi brindado com um misto de assobios e palmas pelos adeptos do Sporting. Este ano, não fui a este jogo pois estava fora de Lisboa e por isso fiquei um bocado à parte do que por lá se passou. Pela TV dava para ouvir que cada vez que Moutinho tocava na bola, os assobios surgiam e de seguida eram normalmente abafados pelas palmas. Agora pergunto eu: Qual a atitude a tomar?
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Nunca fui apologista de assobiar nenhum jogador que veste a camisola do Sporting. A única vez que assobiei alguém ligado à equipa de futebol, e a brincar já vou regularmente ver o Sporting (e quando digo regularmente é a todos os jogos da época em Alvalade) aí há uns 17, 18 anos, foi o José Peseiro naquele empate frente ao V. Setúbal, em que chegou a substituír o Liedson pelo Beto, de forma a segurar um "brilhante" empate a uma bola. Nem sequer quando já vi grandes "casas" dadas por jogadores como o Hugo ou grandes frangos como já Stojkovic e Rui Patrício deram em Alvalade, o fiz. Acho que assobiar um jogador da nossa equipa, não só destabiliza o próprio, como toda a restante equipa e eu quero é que o Sporting ganhe.
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Agora, mas que forma também têm os adeptos de mostrar a sua insatisfação? Não podemos chegar à fala com o João Moutinho, não temos direito de antena nos media como muitos consagrados, também não vamos partir para a estupidez e esperar pelo jogador à saída e que mesmo isso, muito dificilmente chegamos à fala com ele. Que fazer então? Dias Ferreira no "O Dia Seguinte" de ontem, dizia que os assobios são uma cobardia, pois quem assobia não dava a cara. Dizia para escrevermos, para falarmos... mas onde? Se escrevermos só realmente nos blogues, pois nem todos temos a visibilidade que ele - Dias Ferreira - tem nos media. Mesmo assim dizia que os blogues eram outra forma de cobardia, pois a maioria eram anónimos. Mas Sr. Dias Ferreira, pelo menos o SuperSporting não deve conhecer, pois aqui estamos todos muito bem identificados, com nome verdadeiro e até fotografia.
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Mas enfim, centrando-me novamente no João Moutinho, acho que se calhar a melhor atitude a tomar é a indiferença. Para mim, depois daquelas declarações ele já ficou a perder o mais sagrado que pode ter em Alvalade ou seja, o carinho e a admiração dos adeptos. Para mim, se ele se estava a tornar num símbolo, não só pela sua qualidade, mas também - principalmente - pela sua humildade e dedicação ao clube, depois das tais declarações entrou num espiral descendente onde para mim, é apenas mais um que faz parte do plantel.
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Se ele não mais se retratar publicamente - e mesmo fazendo-o não sei - não o vou assobiar, não o vou aplaudir... de mim irá apenas ter total indiferença!

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Calendários do Passado - Morato


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António Morato, herdeiro da braçadeira de capitão deixada por Manuel Fernandes, filho de um antigo internacional do Sporting com o mesmo nome, foi um dos esteios da defesa do Sporting nos anos 80. Marcou presença na equipa principal desde a época de 1983/84 até 1988/89, fazendo mais de 175 jogos com a camisola do nosso clube.
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Morato foi ainda internacional AA por 6 vezes e um dos eleitos por José Torres, para marcar presença no Mundial do México em 1986. No Verão de 1989 deixou o Sporting, transferindo-se para o rival FC Porto, onde estaria apenas durante uma época, nunca alcançando o sucesso que tinha tido de "leão ao peito". Morato representou ainda o CF "Os Belenenses" e o Gil Vicente FC.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Purovic confirmado no Kayserispor


O avançado montenegrino Milan Purovic vai actuar na próxima época no Kayserispor. O clube turco já confirmou o empréstimo do Sporting, clube no qual não entrava nas contas de Paulo Bento.

Está assim resolvido mais um «caso» pendente no plantel leonino, depois de Farnerud ter sido encaminhado para os noruegueses do Stabaek e do brasileiro Celsinho ter sido também cedido ao Estrela da Amadora.

Purovic rende, por agora, um milhão de euros aos cofres da SAD do Sporting, que no final deste empréstimo poderá ainda embolsar mais quatro milhões, caso o Kayserispor decida exercer o direito de opção para a compra definitiva dos direitos do avançado.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

O Sporting em Pequim


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Estamos a poucos dias do começo das XXIX Olimpíadas e como não podia deixar de ser, o Sporting, clube com um grande histórial olímpico, irá ter vários representantes a marcar presença na China.
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O Sporting é o clube com mais atletas (7) na comitiva portuguesa, de onde se destacam Francis Obikwelu (100 e 200m) e Naide Gomes (Comprimento), sendo o restante grupo composto por: Clarisse Cruz (3000m Obstáculos), Arnaldo Abrantes (200m), Edivaldo Monteiro (400m Barreiras), Marco Fortes (Peso) e Sílvia Cruz (Dardo).
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A todos os atletas olímpicos portugueses e em especial aos sportinguistas, o SuperSporting deseja as maiores felicidades! Tragam de Pequim medalhas!

terça-feira, 29 de julho de 2008

“O nosso futebol não tem emenda”



Assim, com aspas e tudo, porque a citação pertence a Álvaro Braga Júnior. E é graças a esta sua frase que abro aqui um parêntesis no Sporting em particular. Mas é por causa de algo que, sendo mais abrangente, também diz respeito ao Sporting e aos sportinguistas.

A Braga Júnior fugiu-lhe a boca para a verdade no meio das diversas declarações sobre aquilo que classificou de «dia triste para o futebol português». E nem é preciso dizer aqui o que é. Basta apenas lembrar que o autor dessas declarações, recém-eleito presidente da SAD do Boavista, que, para além de ter feito comentários à jornada futebolística para a Antena 1, já serviu o Farense, o Imortal, o FC Porto, o Sporting e o Benfica como “profissional” que é. Seja lá o que isso for aplicado ao “nosso futebol”, aquele tal que “não tem emenda”…

É fantástico como alguém que, como se vê, tem vivido do “nosso futebol” se dá ao desplante de proferir uma tirada destas. Como se não fosse igualmente responsável por parte do “nosso futebol” dos últimos (muitos) anos.

Quem conhece minimamente a história do tal “nosso futebol”, chega rapidamente à conclusão que os dirigentes do mesmo sempre puseram à frente da objectividade, do rigor e da verdade os seus interesses ou os interesses dos seus clubes, principalmente quando exerciam funções que obrigavam a uma isenção acima de qualquer tipo de dúvida. O ataque pessoal toma sempre a dianteira dos argumentos em lugar da discussão objectiva. É uma táctica simples, velha e batida, de diversão, para tentar fazer esquecer os verdadeiros responsáveis pela situação de, maior ou menor, crise que se vive, aumentando a intensidade das declarações de diversão consoante essa menor ou maior gravidade.

Ontem, à porta da sede da FPF, o célebre Manuel do Laço dizia aos carros que saíam do edifício que o Boavista não merecia o que lhe estão a fazer. Não pude deixar de olhar para este “emblemático” adepto do clube axadrezado, como simbolizando todos os adeptos boavisteiros. E vi-o ali, sozinho, não querendo aceitar que o Boavista, que viu ser campeão, altura em que emprestou o seu rosto para simbolizar a felicidade do feito, vai descer de divisão administrativamente. Manuel do Laço estava ali só e desamparado. Tal como, no final de contas, estes dirigentes nos deixam a nós, adeptos e verdadeiros amantes dos clubes, únicos defensores da sua história, do seu passado, dos seus valores e aqueles que jamais o abandonam, o trocam ou o traem.

Na solidão de Manuel do Laço, não pude também deixar de ver a solidão de todos nós, adeptos, que não nos identificamos com este “nosso futebol”. Sim, com aquele que “não tem emenda”.
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Nós, adeptos, que, durante anos a fio, deixámos que este clã de gente de poucos escrúpulos dominasse o desporto que tanto amamos e que fizesse dele campo de batalha de uma luta sem quartel, na qual valia tudo para derrotar o adversário. Nós, adeptos, que há muito interiorizámos que o “nosso futebol não tem emenda” e que, progressivamente, abandonámos os estádios e aceitámos que nos “vendessem” à noite e em prestações um futebol que nos pertencia, que era vivido com a intensidade e o fervor dos sábados e domingos à tarde em estádios a abarrotar e que agora é consumido como qualquer “fast food” ou “enlatado da TV”.

Enfim, nós, adeptos, que sofremos dolorosamente os erros e as falcatruas de quem tinha a responsabilidade de zelar de forma séria pelos destinos dos nossos clubes e do futebol em geral, pois os clubes sofrem mais que os dirigentes que os colocaram nessas situações, pois saem quase incólumes da situação. Mas também nós, adeptos, que, por inércia, deixámos que esta linhagem de dirigentes tomasse conta do futebol nos nossos clubes e nos órgãos que o superintendem, sob o pretexto que, assim, trariam maior rigor e transparência, pois havia que acompanhar a evolução dos tempos.
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É chegada a hora de, nós, adeptos verdadeiros do futebol português, dizer que este não é o “nosso futebol”. É chegada a hora de dizer que são estes dirigentes que vão rodando nos vários cargos e eternizando-se no futebol português, vivendo à sua e à nossa custa, que, verdadeiramente, “não têm emenda”. É chegada a hora de dizer «Basta! Vão-se embora!».
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Estou farto de ouvir esta gente falar do futebol português como se nada tivessem a ver com o destino que ele tomou nas últimas décadas, falando com um desplante tal que se permitem criticar tudo e todos, mesmo aqueles que tentam colocar alguma dignidade que resta nas decisões que tomam. Já não aguento mais o “tempo de antena” que esta gente tem nos meios de comunicação social, falando com a assertividade de quem se julga impune e acima do bem e do mal.

O futebol português apenas não terá emenda enquanto esta gente continuar e perdurar nele, porque, como diz o parecer pedido pela FPF ao Prof. Freitas do Amaral, estes dirigentes não têm condições para continuar a exercer as suas funções com “um elevado grau de aceitação social”.
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Eles também se desacreditaram aos olhos dos Portugueses e deram e continuam a dar uma má imagem do futebol português no estrangeiro.

É hora, pois, de reclamarmos de volta aquilo que é nosso: o verdadeiro "nosso futebol". Não este. Não é nosso o futebol que foi construído por quem não têm "emenda"...

Ser do Sporting...

Caríssimos,

Permitam-me que nesta primeira mensagem me apresente.

Sou o António Rodrigues, sócio nº 13.795 do Sporting Clube de Portugal. O meu "nick" será "Leceiro" atendendo à minha proveniência geográfica e à minha preferência clubística, dado que também sou sócio do Leça FC.

É com enorme prazer que passo a poder contribuir para este blogue, no qual já conheço a maior parte dos "blogueiros" de outras paragens...

A minha relação com o Grande SCP vem desde a nascença, sendo que a minha opção clubística foi muito simples, atendendo a que os meus avós eram do Sporting e os meus pais são do Sporting... Tudo boa gente, portanto...

Tenho como uma das minhas primeiras recordações a viagem a Guimarães e o jogo com o Vitória, que vencemos por 1-0 e que foi decisivo para o título de 79/80. Absolutamente inesquecível a festa dentro e fora do estádio...

Também celebrei o título de 81/82 e aprendi a encarar com fair play muitas segundas-feiras a partir daí sempre que tinha que ir para o liceu e, mais tarde, para a faculdade, onde diversos amigos meus de clubes rivais tinham uma certa tendência para me relembrar os resultados menos positivos alcançados no fim-de-semana anterior...

Foram 17 anos com poucas alegrias desportivas, mas sempre com uma paixão crescente por este Grande Clube!

Chegados à transição do milénio, explodimos todos de alegria, sendo que no título de 99/00 fui trabalhar de directa no dia seguinte, dado que vim celebrar essa conquista a Alvalade e ainda morava em Leça da Palmeira nessa altura...

É com muito orgulho que me assumo como Sportinguista e, mesmo nos momentos em que desportivamente nem tudo corre pelo melhor, há algo que caracteriza a postura desta Enorme Instituição no desporto: mais importante do que os fins que se propõe atingir, são os meios que utiliza. É isto que verdadeiramente dá a Grandeza que o Sporting Clube de Portugal tem e é isto que me faz dizer que ser do Sporting é uma forma de estar na vida!

Um abraço a todos,

António Rodrigues

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Obrigado Grande Artista!



(Clique sobre a imagem, para guardá-la em tamanho grande)

A propósito do post do Marco Martins sobre o fim da carreira de João Pinto, não poderia também eu, deixar de colocar aqui um pequeno agradecimento, a um jogador que desde o 1º dia em que vestiu a nossa camisola, deu tudo o que tinha para dar! 142 jogos e 32 golos em jogos oficiais pelo nosso clube entre 2000 e 2004, deixam o antigo camisola 25, eternamente ligado ao Sporting.

Obrigado Grande Artista! Foi um prazer ver-te vestido de verde e branco.

Aproveito para deixar aqui um link, para a tal música do "Grande Artista" de que já se falou aqui no blogue. Façam o download, aqui!

Calendários do Passado - Mário Jorge


Aproveitando parte do que escrevi num outro blogue nosso conhecido sobre o Mário Jorge...

Foi daqueles jogadores que quase não se dá por ele, mas que fez uma bela carreira, sendo dos jogadores que mais cedo se estreou na equipa sénior dos leões (18 anos). Jogador dinâmico com uma técnica e visão de jogo absolutamente irrepreensíveis, inicialmente um lateral esquerdo, acabou por, ao contrário do habitual, se ir adiantando no terreno, à medida que cresceu como jogador.

Açoriano de Ponta Delgada, esteve desde os iniciados em Alvalade. Na equipa principal, passou uma década em Alvalade, intervalada com uma época no Beira Mar. Se não estou em erro, acabou a carreira no Estoril Praia. Mário Jorge foi ainda internacional AA, estando presente na vitória de Portugal em Estugarda, frente a Alemanha, em Outubro de 85, no jogo do mítico golo de Carlos Manuel, que nos deu o passaporte para o Mundial do México em 86.

João, já estás de longe a perder...



Aproveitando o excelente post do Nuno Caetano, não podia deixar de expressar a minha opinião relativamente a esta situação do João Moutinho. Fui criado e cresci a ouvir dizer que temos de ser responsáveis, de que quando assumimos algo temos de cumprir e que temos de respeitar os "contratos" que fazemos na vida. Também sempre me ensinaram que por vezes levamos uma vida a criar um nome, um estatuto e que em 5 minutos tudo isso pode caír por terra. Neste momento para mim o João Moutinho é o espelho disso tudo.
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O João chegou onde chegou pelo seu valor, pela sua qualidade e o Sporting não é seu dono, mas foi também o Sporting que lhe proporcionou todas as condições para evoluir, para crescer, para aos 21 anos ser um dos jogadores mais acarinhados e respeitados do futebol nacional. De livre vontade o João assumiu um acordo, que agora - ao que parece - por míseros 1,5 milhões de euros (míseros para um futebolista que ganha o que ganha) está a deixar em causa. Para mim nem se trata do valor, para mim trata-se é da atitude verdadeiramente mercenária.
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Quando lhe foi confiada a braçadeira de capitão, o Sporting não só lhe confiou a liderança de um grupo, como lhe deu o estatuto de "porta estandarte" de um clube centenário, um representante de milhões de sócios, adeptos e simpatizantes espalhados pelo mundo. É isso que por vezes estes jovens parecem não ter noção. Quem é o João Moutinho - para não ir mais longe - ao pé de um Vítor Damas, um Jordão, um Manuel Fernandes? Eu digo-vos... não é nada! Como se costuma dizer, de insubstituíveis estão os cemitérios cheios, os jogadores passam e os clubes continuam e o Sporting é grande demais para se baixar perante seja quem for.
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Para mim, o que o João conquistou desde que em Dezembro de 2004 passou a fazer parte do plantel principal, foi literalmente por água abaixo. O respeito e carinho que os sportinguistas tinham por ele nunca mais será o mesmo. Sei e não sou inocente de achar que o futebol de hoje em dia é o do "amor à camisola", mas sou um "romântico" e continuo a achar que o amor a um clube, o respeito a uma instituição, é algo bonito de se ver.
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Estiveste mal João, muito mal. O futuro a Deus pertence e cá estaremos para ver quem perde ou quem ganha com isto. Na minha humilde opinião de sportinguista e sócio desde que nasci... João, já estás de longe a perder.

domingo, 27 de julho de 2008

Assim não, menino João!



João Moutinho, no rescaldo do jogo frente ao Blackburn, resolve dizer publicamente que queria sair do clube.

Desde que Moutinho passou a ser representado por Zahavi, que ganhou influência no clube e trouxe para as camadas jovens o seu sobrinho-neto, que comecei a pensar que aquele Moutinho ponderado e discreto, aconselhado pelo pai, poderia dar lugar a um Moutinho-vedeta.

Passado este tempo todo, confesso, que tal ideia se tinha desvanecido e esta declaração apanhou-me de surpresa. Mas dá para fazer diversas reflexões sobre a mesma.

Moutinho põe "em cheque" o presidente do Sporting que diz que o plantel está fechado e que não recebeu propostas por ele e por Veloso, tentando forçar, publicamente, uma situação que não consegue resolver da forma devida - "em casa"!

Começo a perceber também as notícias do "encontro" de Moutinho com Pinto da Costa. Das duas uma: ou foi alguém ligado ao Sporting que atirou para fora a "notícia", por forma a "intoxicar" a "opinião pública leonina" com uma possível ida para o Porto ou, então, o Sporting corre mesmo o risco de ser "apanhado na curva".

Não obstante todas as "boas relações institucionais" que o Sporting vive com o Porto, que lhe permitem fazer negócios como o que aconteceu recentemente com Postiga, todos sabemos que Pinto da Costa, à primeira oportunidade, desfaz (e refaz) "alianças" com maior facilidade com que desfaz (e refaz) as suas relações sentimentais. Liverpool poderá ser um ponto de passagem como Barcelona o foi para Quaresma que, curiosamente, faz agora no Porto o mesmo que Moutinho faz com o Sporting. Com a diferença que não faz declarações públicas...

Moutinho é o capitão do Sporting. Deveria ser o último a dizer o que disse e o primeiro a censurar no balneário quem o fizesse. É assim que se constroem grandes equipas - com liderança e pulso - e é assim que se começam a ganhar (ou perder) campeonatos e títulos. A equipa técnica e directiva não deveria permitir também que estas situações ocorressem, pois podem estragar por completo o espírito de grupo e abrir graves precedentes.

Agora, não chegava as situações pendentes de Stojkovic e Purovic (e uma "bomba relógio" chamada Vukcevic), o Sporting tem ainda de lidar com as declarações daquele que deveria ser a "ponte" entre os jogadores e o treinador e a direcção e com um problema: o que fazer com Moutinho?

Deixar sair? Quem não quer ficar que se vá embora. O clube sobreviveu à perda de figuras bem mais importantes em mais de 100 anos de história. Por outro lado, Moutinho renovou recentemente, tem um contrato melhorado e com diversas cláusulas que lhe permitem sair em determinadas condições ou melhorar ainda mais as suas condições. Estes contratos não devem ser assinados como quem faz promessas em papel molhado, pois o clube cumpre com a sua parte. Ir embora, talvez, mas não a qualquer preço...e não necessariamente o preço da rescisão.

Ficar? Depois destas declarações Moutinho deteriorou a sua imagem. Com que moral envergará a braçadeira de capitão? E Paulo Bento? Com a sua conhecida disciplina férrea, como reagirá a estas declarações?

Merecerá Moutinho continuar no Sporting? E continuando, merecerá continuar a envergar no braço o símbolo de capitão de equipa?

E ainda Blatter diz que os jogadores são "escravos"...

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Que Fazer com Este Guarda-Redes?

O Everton rejeitou (salvo melhor opinião) ficar com o guarda-redes do Sporting, Stojkovic, porque e segundo dizem os jornais ele só treinou durante uma hora e desapareceu.

Não sei se é por ele ainda ser novo, não sei se é por estar mal aconselhado, não sei também o que ele pretende para sua carreira. Mas a continuar assim parece-me que não durará muito essa carreira ou por outro lado ficará longe dos grandes clubes europeus.

Parece ser unânime que Stojkovic é um bom guarda-redes. Não é um fora-de-série, não é o melhor da Europa como ele se intitula, mas é de facto melhor do que qualquer um dos guarda-redes com que ficámos para esta época.

Mas tem um feitio difícil, conflituoso, quezilento. Paulo Bento afastou-o. Com razão ou sem ela. Mas o problema mantém-se. O Sporting é que fica a perder.

Porque poderá ter que continuar com o jogador e pagar-lhe os ordenados, sem ele jogar, porque poderá vendê-lo por um preço mais baixo do que aquele que o adquiriu, ou porque poderá indemnizá-lo pagando-lhe e deixando-o livre para assinar por quem quiser.

Será que quando Stojkovic veio para o Sporting (onde parece ter tido também problemas no Nantes) ninguém informou o Sporting de tal facto? Ou foi o Sporting que não fez caso? Não deve um jogador ser avaliado pelo seu valor dentro do campo mas também fora dele? Ninguém viu? Ninguém se apercebeu?

E agora? Que fazer com este guarda-redes?

O GRANDE ARTISTA



Despediu-se ontem um dos maiores icones do futebol português. Aos 36 anos, João Vieira Pinto resolveu pendurar as botas. Talvez o jogo mais marcante da sua carreira tenha sido em Alvalade e não nos dê grandes lembranças...mas nunca me esqueço dos 4 anos que passou de leão ao peito, com o 25 ás costas! De Grande Artista a Pai do Jardel...grande jogador!



Como não sou ingrato quero deixar aqui o meu grande OBRIGADO por tudo que fizeste pelo futebol Português, mais concretamente pelo nosso Sporting e pela Selecção Nacional! Como era aquela canção da Juve Leo...?


"TANTOS ANOS SEM


PODERES SENTIR O PRAZER DA GLÓRIA,



SEMPRE A JOGAR BEM



FOSSE NA DERROTA OU NA VITORIA,



COMO MAIS NINGUÉM



QUERO QUE FIQUES NA NOSSA MEMORIA,



VER-TE DE VERDE



NEM SEI O QUE SINTO,



O GRANDE ARTISTA



JOAO PINTO!!!!"














terça-feira, 22 de julho de 2008

Calendários do Passado - Manuel Fernandes

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Grande Manel! Foi um dos mais míticos capitães leoninos de sempre e também um dos melhores goleadores do futebol português. Um homem, um atleta, um sportinguista que aprendi a admirar e que ainda hoje, onde quer que esteja, faz questão de levar o seu, o nosso Sporting no coração.
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Chegou ao Sporting em 1975, para tentar fazer esquecer Hector Yazalde, vendido nesse ano ao Marselha. E podemos dizer que superou esse desafio. Para envergar a camisola do seu clube de sempre, recusou uma proposta do FC Porto, e de leão ao peito durante os doze anos que esteve no Sporting, foi duas vezes campeão em 79/80 e 81/82, venceu duas Taças de Portugal em 77/78 e 81/82 e em 85/86 foi o melhor marcador do campeonato nacional com 30 golos.
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Manuel Fernandes representou o Sporting por 316 vezes, marcando 189 golos e é um exemplo como desportista e um dos mais inesquecíveis jogadores que envergaram a nossa camisola.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Primeiras impressões...


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Uma derrota é sempre uma derrota, como Paulo Bento também o disse, mas também são nestes jogos que se tem de fazer experiências e não nos jogos a doer. Ainda sem os "internacionais" Rui Patrício, Miguel Veloso, João Moutinho e Hélder Postiga, Paulo Bento começou o jogo numa variante do 4-4-2, diferente do habitual losango. Tiago na baliza, Abel e Ronny nas laterais, com Polga e Daniel Carriço no centro a completarem o quarteto defensivo. No meio-campo entregou as alas a Izmailov e Pereirinha, jogando com Rochemback e Adrien ao centro. A frente de ataque ficou entregue a Yannick e Derlei.
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O Sporting teve ali 20, 30 minutos da primeira parte onde apesar de tudo, se conseguiu ver alguma mecanização e alguns bons pormenores fora do losango. Falando dos "novos", Daniel Carriço pareceu-me ser uma boa opção para quando houver necessidade de rodar o plantel, durante a época. Com Caneira a fazer todas as posições da defesa, sobrando ainda Polga e Tonel para a faixa central as hipóteses não serão muitas, de qualquer forma penso que poderá ser uma opção válida em determinados momentos. Rochemback, já perfeitamente conhecido, assumiu-se como o patrão do meio-campo. Vem dar alguma estabilidade à zona central, ganhamos nos lançamentos em profundidade, no poder de remate e na combatividade, mas tem de se soltar mais e soltar mais a bola para não fazer morrer o jogo da equipa.
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Na 2ª parte, com bastantes alterações, Paulo Bento voltou ao losango. De "caras novas", apenas Caneira jogou e também este já todos conhecemos as sua potencialidades. Curiosamente pareceu-me algo nervoso, com algumas entradas fora de tempo. Uma das prestações que me deixou apreensivo e que desta forma raramente terá hipóteses no onze, foi a de Pedro Silva. Está pesado lento e é perfeitamente ultrapassável por qualquer adversário.
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Estou agora curioso com a integração dos restantes elementos e principalmente como Paulo Bento encaixará João Moutinho e Miguel Veloso num meio-campo, que este ano tem bastantes soluções. Se o ano passado muitas das vezes pecávamos pela falta de elementos, este ano com "Roca", Adrien, João Moutinho, Miguel Veloso, Izmaliov, Vuckcevic, Pereirinha e Romagnoli, as soluções são muitas e variadas. Resta agora saber se daí se faz um bom meio-campo. Tive pena de não ver em acção Ricardo Baptista e se realmente poderá lutar pela titularidade.
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Sinceramente não ligo muito a estes jogos de pré-época ou melhor aos resultados dos mesmos. Há muitas mudanças, muitas entradas e saídas durante os 90 minutos, de qualquer forma dá sempre para tirar algumas ilações. Na 2ª parte acabámos por cometer mais erros defensivos e foi curiosamente com mais um homem que acabámos por sofrer 2 golos, nomeadamente pela apatia da equipa defensivamente e pelo cansaço.
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Vamos ver como a equipa evolui nos próximos jogos de pré-época e como é feita a integração dos "europeus". A meu ver esta época, as soluções são muito maiores e melhores. Resta agora a Paulo Bento conseguir fazer dessas soluções uma equipa.