quinta-feira, 20 de setembro de 2007

De outra galáxia...



Gosto sempre destes jogos da Liga dos Campeões, o burburinho que existe antes dos jogos, as grandes equipas a visitarem o nosso estádio, o hino da "champions" e uma fé inabalável, da qual os sportinguistas se enchem, em torno da sua equipa. Ontem não foi excepção, recebíamos na 1ª jornada, tal como na temporada transacta, um colosso do futebol europeu, desta vez, o Manchester United. Como aqui disse em posts e comentários anteriores, estava confiante, mas também sou realista e sabia, que seria difícil conseguir uma vitória. Ao contrário do Inter, o Manchester é muito mais equipa, muito mais organizado e está muitos patamares acima do nosso futebol. Como se não bastasse tudo isso, têm lá um "puto", que é simplesmente... de outra galáxia.
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Ao contrário do que muitos amigos meus me disseram, inclusivamente muitos "não sportinguistas", não acho que o Sporting tenha feito assim uma grande 1ª parte, mas atenção, não acho que tenhamos jogado mal ou que não tenhamos sido um digno adversário, acho é que num cômputo geral do jogo, o Manchester sofreu um domínio consentido e daí o Sporting, também "aparecer" mais. Ferguson, Queirós e seus pares, sabiam da valia da nossa equipa e também não vieram a Lisboa "passear". Ganharam, mas tiveram que suar.
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Quanto ao jogo em si, acho que tivemos certinhos, mas penso que podíamos nos ter solto e arriscado mais, tentando jogar aquele futebol de pé para pé que tão bem sabemos, mas isso poderá também não ter sido, falta de vontade da nossa equipa, mas sim, a qualidade do adversário, que não nos deixou fazer o nosso jogo. Oportunidades flagrantes tivemos duas - grandes defesas de Van der Sar - uma na 1ª parte por Liedson, outra na 2ª por Tonel, não fomos eficazes e com adversários deste gabarito, é a chamada "morte do artista".
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Num geral, acho que fizemos o que podíamos. Estamos uns quantos patamares abaixo de equipas deste nível e ainda há ali uns quantos jogadores, que não têm "estaleca" para adversários desta dimensão. De qualquer forma, acho que fomos bravos, valentes e só temos que saír de cabeça levantada. Por outro lado, não gostei nada da arbitragem do Sr. Herbert Fandel (Alemanha), não que tenha tido interferência no resultado final, mas porque acho que caiu sempre para o lado do Manchester e acabou por perdoar ali dois ou três cartões amarelos.
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Para finalizar, gostei do público, que até final esteve com a equipa, encheu Alvalade e foi uma noite de festa, pena que não terminada com um resultado mais positivo. Ainda uma palavra, para Cristiano Ronaldo, como tinha dito antes, se quando Rui Costa visitou Alvalade pelo AC Milan não o assobiei, muito menos assobiaria Nani ou Ronaldo. Nani fez um jogo mais discreto, mas Ronaldo encheu o campo e foi ele o desiquilibrador. Apontou o golo solitário e em sinal de respeito pelo seu clube, não festejou e fez um gesto como que pedindo desculpa, foi bonito.
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Agora, é manter a cabeça levantada e pensar já, numa vitória no próximo domingo, frente ao complicado V. Setúbal. Eu vou lá estar! Ao vivo é outra coisa!

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

O avental de Vítor Pereira

Este senhor é o presidente da Comissão de Árbitros da Liga Portuguesa de Futebol Profissional. A primeira imagem que tive dele foi na «Bola Magazine», um texto de Cruz dos Santos sobre as suas actividades teatrais. Vejo-o ainda hoje de avental num sketch perante uma plateia atenta de um bairro periférico de Lisboa. Mais tarde li uma enorme gaffe desse senhor quando se referiu a Dário Fo como autor da peça «E não se pode exterminá-lo?» de Karl Valentim. O lance do golo do Porto contra o Sporting na segunda jornada do campeonato nasceu de um erro crasso do árbitro. O defesa Polga, já em queda, desviou a bola que era conduzida pelo avançado Postiga, e na sequência desse corte, o guarda-redes do Sporting recolheu a bola com as mãos. Todos os especialistas na matéria consideraram erro do árbitro que também esteve péssimo no capítulo disciplinar deixando sem cartões vermelhos dois jogadores do Porto.
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Num assomo corporativo, o inefável Vítor Pereira apareceu a assinar um «esclarecimento» técnico que nada esclarece e que visa apenas tentar esconder com palavreado vazio o erro decisivo do árbitro do jogo das Antas. Qualquer pessoa percebe que um jogador só pode «passar» uma bola se a tiver. No caso quem a tinha era o Postiga que conduzia um ataque. Já em queda e (portanto) sem qualquer gesto deliberado (que é a palavra usada nas leis do jogo), o defesa Polga apenas «desviou» a bola, apenas «cortou» o lance, não fez nenhum passe nem poderia fazer porque estava caído no relvado e quem tinha a bola era o seu adversário. Em qualquer sociedade secreta há sempre um homenzinho com avental pronto a reescrever a História. Mas para isso é preciso saber escrever. E ter razão. Coisas que não se passam com este ex-actor amador.
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José do Carmo Francisco

Remember, remember 18/03/1964...



Quem teve o privilégio de assistir ao jogo que teve lugar no dia 18 de Março de 1964 no Estádio José Alvalade de certeza que assistiu a um dos maiores momentos na história do Sporting Clube de Portugal e, arrisco a dizê-lo, do futebol português.

A razão é sobejamente conhecida: o Sporting bateu nessa noite, por 5 a 0, o Manchester United de Sir Matt Busby, que fazia "renascer" os Busby Babes e contava nas suas fileiras, com nomes míticos como Bobby Charlton, Dennis Law e George Best, "virando" o resultado negativo de 4-1 da 1.ª mão dos quartos de final da Taça dos Clubes Vencedores das Taças disputada em Old Trafford.

54 minutos bastaram para marcar 5 golos (e mais um - erradamente - anulado), para alguma sorte (Dennis Law atirou ao poste quando estava isolado depois de ter ultrapassado o guarda-redes Carvalho logo após ter sido anulado o golo que seria o terceiro do Sporting) e para uma exibição de sonho de Osvaldo Silva (autor de 3 dos 5 golos - os outros 2 foram apontados por Geo e pelo célebre João Morais).

Hoje, mais de 43 anos depois, o Manchester mantém-se o mesmo colosso da altura e, apesar dos "Charlton" e "Best" serem "nossos" e chamarem-se Nani e Ronaldo, não somos nenhuns "coitadinhos", não iremos necessitar de "virar" nenhum resultado negativo, mas queremos que nos brindem com uma boa exibição e honrem o nome de Carvalho; Pedro Gomes, Alexandre Batista, José Carlos e Hilário; Fernando Mendes e Geo; Osvaldo Silva, Mascarenhas, Figueiredo e Morais!

Por isso, lembrem-se dessa noite de 18 de Março em que, como titulava o jornal «A Bola» "os diabos vermelhos viram o diabo em Alvalade" e recordemos as palavras de José Manuel Salema no programa do jogo cujo fac-simile aqui se reproduz: «Embora a tarefa pareça quase impossível, futebol é sempre futebol. Confiemos, pois, nos nossos briosos jogadores e apoiemo-los com todo o coração, incitando-os como sempre o temos feito nas grandes competições, gritando todos bem alto e numa só voz: Sporting, Sporting, Sporting!»

«Todos nascemos benfiquistas mas depois alguns crescem» de Joel Neto

O aparente absurdo do título do livro (Editora A Esfera dos Livros) é mesmo aparente. Nascemos no país do delírio das «papoilas saltitantes» que envolve quase tudo e paralisa quase todos. Fundado em 1908, o Sport Lisboa e Benfica festejou o «centenário» em 2004 e quase toda a gente se calou. Sempre que termina um campeonato lá vem a lista com as Ligas de 1934/8 que insistem em chamar campeonatos quando o único campeonato que se disputou entre 1934 e 1938 foi o Campeonato de Portugal. Joel Neto pega no assunto pelo lado da ironia: «Era muito mais bonita a vida se todos pudéssemos viver juntos esse permanente sonho de crianças. Vamos ter 300 mil sócios! O Rui Costa ainda só tem 25 anos! Vamos fazer um dream team!»
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Os textos deste livro oscilam entre a memória e a crítica: «Quando hoje folheio velhos álbuns de fotografias e vejo as centenas de automóveis que nos anos 80 estacionavam na cabeceira do Municipal de Angra do Heroísmo para apitarem os golos de um Lusitânia-Angrense, não posso deixar de lamentar que essa emblemática instituição da minha cidade tenha desaparecido. O derby. Entretanto vieram os construtores civis e os empreiteiros – e nós acendemos o televisor. A seguir vieram os empresários das águas e dos pneus – e nós instalámos a televisão por cabo. Agora estão aí os investidores e os líderes dos fundos de investimento – e nós já comprámos descodificadores para os canais de acesso condicionado.» A paixão tem como alicerce os relatos: «A bola ainda mal passara o meio-campo e já o relator se punha aos gritos. Ninguém o levava a sério. O relato era diferente do jogo.»
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Para o autor gostar de futebol é um contexto – uma história de vida: «abro o almanaque do centenário do Sporting e aquilo quase parece a minha biografia, contada domingo a domingo.» O futebol confunde-se com a vida: «recuperamos a infância. Uma vez por semana. É isto o futebol. Para mim. Às vezes dizem que o futebol é uma metáfora da vida. Metáfora é a pomba branca – futebol é vida.» Mas também a morte está na crónica sobre Fernando Valadão, o dirigente que levava os miúdos da Terra Chã num Volkswagen pão-de-forma encarnado, ilha fora, à chuva e ao vento: «morreu com leptospirose, doença propagada através da urina dos ratos (…) E sei que o Valentim Loureiro e o Pinto da Costa e o João Bartolomeu jamais morreriam de uma doença propagada por ratos. Eles sãos os ratos.»

terça-feira, 18 de setembro de 2007

O regresso dos filhos pródigos...



Já não bastava o adversário ser o poderoso Manchester United, já não bastava o seu plantel recheado de estrelas, ainda tinham de ter lá dois dos nossos "miúdos". Pois é, esta quarta-feira, vamos ter de regresso a Alvalade, os "nossos" Cristiano Ronaldo e Nani, dois dos melhor jogadores, da nossa formação, nos últimos anos. Cristiano Ronaldo já tem estatuto nos "red devils", Nani começa, mais cedo do que muitos previam, a fazer parte das "contas" de Ferguson.
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Sinceramente estou confiante num bom resultado, até porque se não vamos com um pensamento positivo, para um jogo destes, mais vale não ir. Tenho a certeza, que também para eles dois, este será um jogo especial. Obviamente que tudo irão fazer pelo seu actual clube, mas o futebol é assim mesmo e só peço destes dois respeito pelo clube que os "fez".
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Eu não irei assobiar nem um nem outro, nem que, até marquem um golo e tenho a certeza que a maioria dos sportinguistas também não o fará. Ao contrário de outros, no Sporting não temos por hábito assobiar ou "enxovalhar" portugueses que vão a Alvalade em representação de clubes estrangeiros. Lembro-me do caso de Rui Costa, quando veio a Alvalade pelo AC Milan em 01/02 e fui aplaudido, aquando a sua substituição. Assim sendo, não me parece que Cristiano Ronaldo ou Nani venham a ter uma recepção áspera por parte dos sportinguistas.
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Como referiram Yannick Djaló ou Miguel Veloso, será bom reencontrá-los, mas durante 90 minutos, eles serão o adversário e desculpem lá, nós também queremos ganhar. Bem-vindos a casa Cristiano Ronaldo e Nani.

A saga do relvado continua 4 anos depois



Amanhã iremos jogar com o Manchester United pela segunda vez no nosso novo Estádio José Alvalade (que se designa assim por força dos estatutos e não é "21" como querem impingir-nos por ignorância ou má fé).

Confesso que tive um flashback desse quentíssimo dia 6 de Agosto em que o Estádio foi inaugurado com uma vitória por 3-1 e um show do Ronaldo que não voltaria a pisar o nosso relvado.

E foi sobre este (o relvado e não o Ronaldo) que tive o flashback...

No dia da inauguração do estádio, bem como no dia do primeiro jogo oficial no mesmo (frente ao Belenenses) os tufos de relva que voavam eram incríveis e o "tapete" verde era indigno desse mesmo nome. Logo se encontraram responsáveis (os que colocaram o relvado) que viriam a fazer o mesmo no novo estádio do FC Porto com os mesmos (péssimos) resultados...

Optámos, então, por um relvado com fibras sintéticas para melhor aderência e a coisa foi andando assim até final do ano passado quando ouvimos um jogador do Sporting (Caneira) dizer que com aquele relvado até podia haver lesões e que era difícil jogar ali.

Em Janeiro, após o concerto dos Rolling Stones, toca de trocar de relvado, alegando que a substituição do concerto foi suportada pelos promotores do evento (o que até parece que nem corresponde à verdade, mas nem entro por aí).

Seis meses depois, no último jogo em casa com o Belenenses (e depois no jogo da Selecção contra a Sérvia), o relvado continuava a apresentar-se deficiente, sendo frequente vermos os jogadores a calcar os pedaços de relva levantados.

Já ouvi muitas hipóteses para o estado deplorável da nossa relva: o relvado ainda é novo e precisa de enraizar (geralmente utilizada nos primeiros meses do relvado); existe muita poluição; a relva apanha pouco sol e muita humidade porque as novas bancadas fazem muita sombra, etc.

O que sei é que em relação ao estádio antigo (com excepção daquele incidente em vésperas do jogo contra o Monaco para a Liga dos Campeões em que parecia futebol de praia tal a areia deitada no relvado, com consequências drásticas para o pobre funcionário que trocou fungicida por herbicida e "matou" a relva) a única diferença é a altura das bancadas que reduzem, eventualmente, a exposição solar.

No passado sábado o jornal «A Bola» aventava a possibilidade do relvado ser trocado novamente, não se coibindo o porta-voz oficial do Sporting, Miguel Salema Garção, de declarar que o Sporting não enjeitava a hipótese de "pedir responsabilidades" pelo sucedido.

Agora aqui é que paro. A quem devemos pedir responsabilidades pelo sucedido? A quem colocou o último relvado? Mas os problemas são similares aos que aconteceram anteriormente... A quem concebeu o estádio porque fê-lo de forma a ter pouca exposição solar (e não podemos fazer como se faz no ArenA em que o relvado desliza para fora do estádio para melhor exposição ao sol)? Aos dirigentes do Sporting que não sabem resolver o problema definitivamente?

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Alvaláxia e a Bola no Poste ou simplesmente Má Gestão?

Desde há uns anos que nos habituámos a ouvir e ler muita coisa sobre projectos, nomeadamente o mediático “project finance”. Desde o incontestado (não sei pq?*) Presidente Roquette que, claramente a linguagem no/do futebol parece ter mudado.

Se por um lado me agrada a ideia de tornar a gestão dos clubes e do futebol mais profissional e, provavelmente, mais responsável e séria, por outro lado parece que se perde alguma coisa, pois nem tudo o que são mudanças, são-no para melhor, que é o que todos esperaríamos. Estas mudanças apenas parecem motivadas pelos “números”.

Quando nós confiamos em determinado gestor para gerir os destinos da “nossa” empresa e também clube, neste caso, achamos que terá mais conhecimento, experiência e mais capacidades para, com engenharias financeiras ou simples rigores na gestão, conseguir ir endireitando as contas e as finanças da instituição – mostrando-nos resultados (a todos os níveis).

Mas, nem sempre as coisas parecem correr bem, já que, por diversas vezes no Sporting, os tais projectos falham e ninguém diz/faz absolutamente nada!? Será que estes consensos são saudáveis? Não me parece! Mas…enfim, também não se quer pensar em branqueamento de insucessos…espero!

Como todos os economistas sabem, existem várias estratégias financeiras para se equilibrar as contas de uma empresa, seja ela SAD (Sociedade Anónima Desportiva – mas também pode ser Saúde, Amor e Dinheiro(:-)), seja ela um “simples e tradicional” clube. Se por um lado temos que, obviamente, reduzir nas despesas, por outro lado temos que ter engenho e arte, para descobrirmos formas de aumentar as receitas, com o objectivo de podermos continuar a investir e a ter um clube bem vivo e dinâmico e que agrade os seus simpatizantes, associados e accionistas, continuando a ser útil à sociedade e ao país onde se insere.

Devo aqui lembrar que não fui eu que disse, que a opção pela construção de um centro comercial, uma clínica e um ginásio, entre outros equipamentos – em detrimento, se calhar de um estádio “mais voltado” para o desporto – que é para isso que servem os clubes, pelo menos os que eu conhecia no passado, serviriam para o clube não estar dependente da bola que vai ao poste e não entra. Assumo: Na altura, conscientemente, concordei com esta ideia e estratégia.

Pouco tempo depois chega-se à conclusão que já não serve? Será esta conclusão leviana e precipitada? Será que ninguém assume que o tal projecto, que ainda continua “de pé” foi um fracasso? Ou será que toda a gestão não tem sido a melhor? Porque não dar a gerir a quem sabe da “poda”, em vez se desistir e, simplesmente, vender a "torto e direito". Os dados parecem, de facto, objectivos. Podemos concluir que, engenho e arte são coisas que não têm abundado pelas bandas de Alvalade. - Questiono-o com toda a frontalidade!

Parece que o “único” tiro certeiro foi a construção da Academia de Alcochete, depois disso, desde a construção deste estádio, que está longe de ser “perfeito”, aos “negócios” dos terrenos com a CML, à decisão da não construção de um pavilhão “para jogos oficiais”, à decisão de não construção de uma pista de atletismo, nem no centro de estágio - quando temos a modalidade mais premiada no SCP, ao nível de clubes em toda a Europa, à decisão de construção de um centro comercial, à decisão do enceramento de algumas modalidades** “amadoras”, que muito nos faziam vibrar em tempos idos, à localização do bingo, afinal onde é que "fica", entre outras decisões estratégicas.

Será que meia dizia de anos depois, tudo isto deixa de ter validade, deixa de servir, é desajustado à realidade do clube? Alguém falhou! Quem é que falhou? Não ouvi falar de nada!

Alienar património para reduzir o passivo, baixar os juros, pagar algumas dívidas? Isto era o que qualquer mau aluno de economia e gestão faria naquele lugar. Até “moi-meme”, que sou de outras áreas, conseguiria fazer tudo isto.

O que todos nós esperávamos era que, aquilo que foram projectos, propostos e apoiados por grandes maiorias, desde há poucos anos atrás, se mantivessem em pé e não estivessem sempre a ser postos em causa, até pelos mesmos que estiveram na sua origem.

Estou, nesta fase, um pouco mais baralhado, triste e pobre, tal como o meu clube do coração.

Nota: Leiam a entrevista dada na última Visão, do Presidente FSF e digam-me de vossa justiça…sim, aquele que não queria ser presidente, sim, aquele que queria um clube só com futebol e sem modalidades, sim, aquele que só vai uma hora por dia ao clube e diz que já está cansado das viagens de carro a acompanhar a equipa, etc. Por momentos, bem lá no passado recente, pensei que seria uma boa opção para substituir o ADC, mas…já começo a ter saudades.

*Na minha opinião também tem muitas culpas no “cartório". Abordaremos noutras “núpcias”, esta temática.
** Mais uma que tem que ser bem discutida no seio (uiiii) dos sportinguistas.

Saudações leoninas, mas acima de tudo desportivas,

Afiando Garras

Desculpe Sr. Paulo Pereira, obrigadinho ok?



Para começar, nunca gostei deste senhor Vítor Pereira. Nem no tempo em que o diziam sportinguista (o que é mentira) e só prejudicava o Sporting dentro das quatro linhas, muito menos fiquei a gostar dele, quando o caso do João Pinto na Coreia (que mais tarde percebi o porquê, um lugarzinho na UEFA) e agora só me começa a dar vontade de rir.
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Desde já as minhas desculpas e quero aqui agradecer ao Sr. Paulo Pereira, pela magnífica exibição que fez ontem na Amadora. Mais ainda, quero agradecer por não ter admoestado o Rui Duarte pela tesoura que fez por trás ao Vukcevic, quero também agradecer por ter poupado duas grandes penalidades e a expulsão ao Maurício, assim como poupou a expulsão ao lateral Cardoso, e além de todos estes agradecimentos, queria ainda mesmo muito agradecer, o amarelo que deu ao Abel, quando foi abalroado dentro da área.
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Quanto ao aviso preventivo de Paulo Pereira, de que todos os atrasos de bola ao guarda-redes são assinalados como falta, também gostávamos muito de agradecer. Assim como podia ter avisado que não se podia jogar com as mãos, o jogo se ia jogar com uma bola e os golos se marcavam entre aqueles 3 postes, colocados nas extremidades do campo. Assim ficávamos todos muito bem esclarecidos.
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Só gostava era de saber, se nas outras partidas, também os outros árbitros fizerm os mesmos "avisos preventivos". Quanto ao Sr. Vítor Pereira, e como medida preventiva, podia ter sido ele próprio a avisar o Sr. Paulo Pereira, que quando um jogador é atropelado dentro de área, se marca grande penalidade.
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Já agora, deixo aqui um aviso ao Stojkovic e aos outros guarda-redes do Sporting. Nos próximos jogos, mesmo quando for um adversário a rematar à baliza para fazer golo, desviem-se e não defendam com as mãos... pode ser considerado atraso! Deixem as bolas todas entrar, que assim ficamos todos felizes e cumpre-se as regras no imaculável futebol português!
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Desculpe Sr. Paulo Pereira, obrigadinho ok?

domingo, 16 de setembro de 2007

Vitória... apesar de Paulo Pereira.



Desde já, o porquê do título do post. Esta palhaçada tem de acabar e como dizem que só nos queixamos quando perdemos, hoje vencemos com inteira justiça e a arbitragem do Sr. Paulo Pereira foi simplesmente vergonhosa. Nem quero falar da falta de cartões a jogadores do Estrela, a foras-de-jogo mal marcados, até nem vou falar do penalty sobre o Vuckevic, vou só falar do escandaloso penalty que ficou por marcar sobre o Abel e mais, como pode ainda dar um cartão amarelo ao jogador do Sporting? É vergonhoso! Era nestas horas que "quem manda" não se devia calar e reclamar a falta de verdade desportiva.
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Quanto ao jogo em si, gostei da atitude do Sporting. Em vésperas do jogo com o Manchester, Paulo Bento já tinha avisado, que quem "não metesse" o pé, também não o faria com os ingleses e a equipa acabou por mostrar, que estava na Amadora para ganhar. Para não variar, Liedson fez o golo da ordem (aquele que um dia, um presidente rival, chamou de jogador vulgar) e à passagem da meia-hora, já o Sporting vencia por 2-0, com um 2º golo apontado por Vukcevic, que para mim, foi um dos melhores na Reboleira. Jogo lento na segunda parte, onde aqui e ali Paulo Pereira ainda fez das suas, com algumas oportunidades para aumentar a vantagem e uam hesitação de Stojkovic, que podia ter saído caro, não só a nível do marcador, mas também fisicamente para o guarda-redes sérvio.
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Para finalizar, não percebi porque deixou Paulo Bento, o Celsinho de fora, em detrimento por exemplo, do Pereirinha, que sinceramente para mim, é o jogador com menos estofo, no nosso plantel. Resultado importante, primeira vitória fora e um bom tónico para o jogo da Champions, quarta-feira lá estarei e estou confiante numa vitória!

sábado, 15 de setembro de 2007

Stojkovic recuperado, Celsinho convocado.



O técnico do Sporting, Paulo Bento, convocou este sábado todos os jogadores disponíveis, com excepção de Rui Patrício e Adrien, para o encontro com o Estrela da Amadora a realizar amanhã (18:00) na Reboleira. A chamada de Carlos Paredes, Paulo Renato e Celsinho são as principais novidades.
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Lista de convocados:
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Guarda-redes: Stojkovic e Tiago.
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Defesas: Abel, Paulo Renato, Gladstone, Polga, Tonel e Ronny.
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Médios: Carlos Paredes, Miguel Veloso, Pereirinha, Moutinho, Farnerud, Romagnoli, Izmailov, Vukcevic e Celsinho.
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Avançados: Purovic, Yannick Djaló e Liedson.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

O bom, o mau e o vilão...



Desculpem voltar a bater na mesma "tecla", mas além de sportinguistas, somos portugueses (digo por esta ordem, porque sofro muito mais pelo Sporting do que pela Selecção), e este parece-me um assunto que diz respeito a todos.
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Começo pelo título do post: O bom (O Sr. Markus Merk, já que parece, quererem "bater" mais no Scolari, do que num árbitro que não teve mão no jogo, não se intrometeu para separar a confusão que pairou no fim do jogo e nem sequer os 2 minutos - que já eram um roubo - de compensação deu), o mau (que pelas fontes do Jornal Record, só pode ser considerado de mau, as tristes pressões do Sr. PC, isto a se constatarem verdadeiras) e o vilão (Scolari, que como habitual, de bestial passou a besta).
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Como disse antes, critico sem dúvida alguma a atitude de Scolari, deixou má imagem, não o pode fazer. Mas também não tenho memória curta e continuo a dizer, se Portugal chegou onde chegou no Euro 2004 e no Mundial 2006, se Portugal se voltou a unir em torno da Selecção, se passámos a ser uma Selecção respeitada a nível mundial, muito disso se deve ao brasileiro.
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Por mim reprovo a atitude, acho que Portugal só empatou por culpa própria, apesar dos erros do árbitro, mas também não vou chegar ao ponto de "cruxificar" Scolari. De mim terá o seu apoio e peço aos sportinguistas, diferentes como são, que ao invés de optarem pelo caminho mais fácil, o da "execução", da "cruxificação", que fiquem do lado de Scolari, que sempre defendeu os nossos jogadores e sempre defendeu o nosso país, como se tratasse do seu Brasil.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

"Borrou a pintura"



Ainda eu, no meu post anterior, falava positivamente da importância de Luis Felipe Scolari e ontem tem aquela atitude, que "borra a pintura" e de que maneira.
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Scolari não estava mais frustrado, que todos os portugueses presentes em Alvalade (eu incluido) e todos os outros espalhados pelo mundo. Portugal jogou mal, o árbitro Markus Merk, uma vez mais prejudicou Portugal, a Sérvia empatou com um golo em fora-de-jogo, mas nada justificava a atitude de Scolari. Era em campo que devíamos ter mostrado a nossa superioridade e andámos quase 80 minutos a "dormir" e a "viver à conta" do golo madrugador. Só nos podemos culpar a nós próprios.
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Felipão... Muito feio, muito feio mesmo! Voltámos a deixar uma péssima imagem de Portugal. O público presente em Alvalade, incansável no apoio à Selecção, os portugueses em geral, não mereciam...

Faz hoje 4 anos, mas antes não fizesse...



Faz hoje 4 anos que Vítor Manuel Afonso Damas de Oliveira nos deixou mais pobres, pois ausentou-se eternamente e privou-nos da sua presença entre nós, deixando, porém, no nosso coração a sua marca indelével para todo o sempre.

Vítor Damas (ou o «Charuto» como era, carinhosamente, alcunhado pelos amigos) é, indubitavelmente um dos maiores símbolos do Sporting Clube de Portugal, sendo o jogador que mais vezes envergou a camisola leonina - 721 vezes entre as épocas 1966/67 e 1974/75 e, posteriormente, entre 1984/85 e 1988/89, onde terminou a carreira, quiçá não da forma merecida...

Nesse hiato em que não envergou as cores do nosso clube, Damas representou o Racing Santander de Espanha (1975/76 a 1979/80), o Vitória Sport Clube (Guimarães) entre 1980/81 e 1982/83 e o Portimonense Sporting Clube em 1983/84.

Posteriormente à sua retirada, Vítor Damas ainda exerceu o cargo de treinador (interino) principal do clube e treinador de guarda-redes.

Haveria muito para dizer sobre tão lendária figura. Os seus pontos altos e baixos. As suas exibições e as suas desilusões. Mas hoje não.

Hoje não quero recordar o triste episódio que motivou a sua saída do Sporting. Não quero saber porque é que demorou tanto tempo até regressar ao Sporting. Não quero lembrar as defesas impossíveis. Não quero recordar a estima que todos que o conheceram de perto têm dele e o carinho com que falam dele.

Hoje quero apenas recordar as lágrimas que, a muito custo, não consegui conter quando foi respeitado um minuto de silêncio (com uma tremenda salva de palmas) no Estádio José Alvalade e aquelas que, escrevendo e recordando esta mítica figura, vou conseguindo suster.

A foto foi (com a devida vénia) retirada do blog dos nossos confrades www.ofensiva1906.blogspot.com pelas razões que são evidentes. Também da mesma autoria poderão ver um slideshow de fotos de Vítor Damas neste link.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

11 Leões com o Querer de 1 só Leão!


O mês que está a decorrer vai ser muito importante para nós. Não é decisivo, mas é importante, muito importante.
Campeonato, Liga dos Campeões e Taça da Liga, são as provas que vamos disputar neste mês. No campeonato começámos este mês com uma vitória suada mas justa sobre o Belenenses, segue-se a visita à Amadora, recebemos o V.Setúbal e depois o eterno derby. Pelo meio, no dia 19, recebemos o Manchester e para a Taça da Liga vamos na semana seguinte a Guimarães. É dose para Leão!
No campeonato é importante continuar na senda de vitórias e não menosprezando os outros clubes a visita à Luz é como todos sabemos o jogo mais difícil. Na Liga dos Campeões, vamos receber o poderoso Manchester. E na Taça da Liga com o V. Guimarães não podemos facilitar.
Porque as derrotas levam ao desânimo, à desmotivação e à quebra psicológica, temos de estar unidos e concentrados para estes jogos, temos de ser superiores, contra as lesões que nos desfalcaram o plantel neste começo de campeonato, contra os árbitros que já mostraram no jogo das Antas com o que podemos contar.
Honra, brio, glória, querer, dedicação, confiança Superar todos estes obstáculos, seria sem dúvida uma boa rampa de lançamento para os próximos meses. Temos de acreditar, mas é preciso que os nossos jogadores nos façam também acreditar.
Vão ser 15 dias a doer. Como vai ser o balanço final? Têm a palavra os nossos jogadores. O primeiro obstáculo é já dia 16, na Amadora.

O factor Scolari...



Hoje vou ao nosso Alvalade ver o Portugal-Sérvia e espero sinceramente que consigamos uma vitória, que é neste momento crucial, para marcarmos presença no Euro 2008. Estava para escrever depois do jogo, mas vou escrever já, até para independentemente do resultado, falar sobre Scolari.
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Hoje em dia diz-se que é imperdoável Portugal falhar uma competição deste tipo (Europeu ou Mundial), mas eu ainda sou do tempo, em que ficava triste, por não me saírem cromos da nossa Selecção, nas "carteirinhas" de certames desses, pela simples razão, de que Portugal "nunca lá punha os pés". Lembro-me do França 84, melhor do México 86, mas de 86 a 96 foi um vazio. Só em 96 e com base em alguns dos campeões de Riade 89 e Lisboa 91, lá nos conseguimos apurar para o Euro em Inglaterra. Dois anos depois voltámos a falhar a qualificação para o França 98 e só a partir de 2000, começámos a manter uma assiduidade, no panorama internacional, a nível de selecções.
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Mas porque falo eu de Scolari? Scolari só chegou em 2004 e Portugal já tinha o apuramento garantido, por ser o país organizador, podem vocês dizer. Sim é uma realidade, mas uma coisa é certa, ainda há dias a rever na RTP Memória, um jogo de Portugal a contar para o apuramento de um Europeu, via-se o Estádio de Alvalade quase vazio e aí é que eu quero chegar. Scolari não é português, nunca o disse ser, muito menos disse, que desde pequeno sonhava com o nosso país, mas "Felipão" desde 2004 e com a "história das bandeiras à janela" (e obviamente os resultados) conseguiu unir Portugal (povo) à sua Selecção (de futebol).
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Sem qualquer tipo de machismo, qual era a rapariga/mulher que vibrava com os jogos da Selecção Nacional há 5, 6 anos atrás? Quantos jogos da nossa Selecção tinham estádios compleamente cheios, como aconteceu ainda agora frente à Polónia no Estádio da Luz e vai acontecer hoje em Alvalade frente à Servia? Se não fosse um jogo decisivo e onde não andássemos de "calculadora na mão" e a depender de terceiros, para nos apurarmos, nunca Portugal (o povo) acompanhava tanto a sua Selecção Nacional como agora o faz, e aí está o seu mérito.
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Não vou dizer que concordo com todas as opções de Scolari, não vou dizer que gostei sempre das suas escolhas, mas uma coisa é certa, desde que Scolari assumiu o comando, a disciplina impôs-se no grupo de trabalho, deixaram de haver os "compadrios" e a Selecção Nacional foi começada a levar a sério.
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Scolari tem o mérito de ter voltado a fazer, com que o povo se unisse à sua Selecção e hoje sim, hoje podemos dizer, esta é a "Selecção de todos nós!"

O coração de Ivone De Franceschi



No passado dia 15 de Junho de 2007, Ivone De Franceschi anunciou na sua Pádua natal, em conferência de imprensa, a sua retirada do futebol profissional.

Motivo: um grave problema coronário. Após uma série de exames, os médicos descobriram uma malformação congénita de uma das coronárias principais do coração, havendo o risco de uma parte do músculo miocárdio poder comprimir a coronária e provocar isquemia (i.e., interrupção do fluxo sanguíneo, impedindo a nutrição dos tecidos) podendo causar um enfarte ou um AVC.

A vida é pródiga neste tipo de ironias. Fora por causa do “coração” que De Franceschi retornara a Pádua para jogar pelo clube local, o Calcio Padova 1910, a meio da época de 2004/05. A intenção do jogador era a de ajudar o “seu” clube, que se encontrava na Serie C (equivalente à 2.ª Divisão B portuguesa, ou, se preferirem, a terceira divisão), o que não conseguiu, para sua frustração, apesar de ter a consolação de terminar a carreira (ainda que de forma abrupta e inesperada) como capitão da sua equipa.

Foi o fim de um ciclo que começara precisamente aí, onde jogou nas épocas de 1992/93 (nas camadas jovens) a 1997/98, com empréstimos em 1994/95 e 1995/96 pelo Sandonà e Rimini, respectivamente, épocas que coincidiram com os seus primeiros anos de profissional.

Em 1998/99 tentou a sua sorte no Venezia, onde procurou corresponder às expectativas que depositaram nele desde muito novo, no Padova, quando lhe atribuíam o estatuto de estrela e de jovem prodígio de uma equipa que contava nas suas fileiras com…Alessandro Del Piero.

Mais uma vez, não encontrou a felicidade na célebre cidade italiana e, em 1999/2000, chega ao Sporting, por empréstimo do Venezia. Fora recomendado pelo então (ainda) treinador transalpino Giuseppe Materazzi. Vinha em recuperação de uma lesão e para ocupar a posição (em falta) de extremo esquerdo. E foi no Sporting que De Franceschi amealhou o único título do seu palmarés.

Muito se falou das contratações de Inverno do Sporting dessa época (André Cruz, Mbo Mpenza e César Prates) e de como foram fulcrais, a par da veia goleadora de Beto Acosta, para a conquista desse memorável título. Porém, na minha opinião, sempre vi De Franceschi, pela forma como fazia dupla na “asa” esquerda com Rui Jorge, pela sua postura táctica irrepreensível e pelas suas assistências com cruzamentos perfeitos, como uma peça muito importante dessa equipa leonina, talvez a última que utilizou extremos…

De Franceschi estreou-se em Alvalade no primeiro jogo que Augusto Inácio fez para o campeonato como treinador principal. Uma vitória importante à 6.ª jornada (frente ao Boavista) na qual teve papel fulcral, ao estar na origem do lance que deu origem ao penalty convertido por Acosta no 2-0 final (após Delfim ter efectuado o 1-0 num “tiro” de longe). A partir daí De Franceschi “pegou de estaca” e terminou a época contribuindo para o título com 3 golos marcados em 25 jogos e inúmeras assistências. Foi finalista da Taça de Portugal, onde o Sporting apenas foi batido na finalíssima pelo FC Porto, tendo eliminado o Benfica na sua casa, nos oitavos-de-final, jogo em que De Franceschi também esteve endiabrado.

Em entrevista que deu ao n.º 117 da revista Calcio 2000, De Franceschi fala da época de leão ao peito da seguinte forma: «Uma coisa indescritível. Todos consideram o campeonato português de segundo nível e por causa disso as atenções dirigem-se todas para Itália, Espanha, Inglaterra e Alemanha. Mas o Sporting é um pouco a Juve de Portugal. Tem 50.000 espectadores e, na madrugada após a vitória do título, estavam no estádio “José Alvalade” 80.000 pessoas para festejar. Era o primeiro italiano a jogar em Portugal e a conquistar um campeonato que perseguiam em Lisboa há 18 anos. Vivi pessoalmente aquilo que o Inter viveu em Itália depois de 18 anos de jejum».

Por desacordo de verbas entre Venezia e Sporting, De Franceschi não continuou. A época 2000/01 foi cumprida metade em Veneza, metade em Salerno, onde envergou a camisola do Salernitana. A época seguinte, 2001/02, foi mais feliz ao serviço do clube veneziano (29 jogos, 1 golo), o que lhe permitiu a transferência para o Chievo Verona, onde mais uma vez encontrou a infelicidade, devido às lesões, tendo cumprido em época e meia (2002/03 e metade de 2003/04) um total de 8 jogos e 2 golos (6 jogos/2 golos e 2 jogos/0 golos, respectivamente), sendo novamente emprestado ao Bari (15 jogos/1 golo).

Regressou a Verona e ao Chievo para cumprir apenas metade da época de 2004/05 (tendo efectuado com o Chievo, em Alvalade, o jogo de apresentação do Sporting dessa época) e seguir o “apelo do coração” regressando ao “seu” Padova, na tentativa de o ajudar na subida de divisão.

Não o vai poder fazer em campo, mas como os sonhos perseguem-se e não se trai o coração (mesmo que ele nos traia a nós) Ivone De Franceschi dará o contributo ao clube padovano como Team Manager, na tentativa de fazer nos corredores da societá com sede na viale Nereo Rocco aquilo que não conseguiu fazer em campo.

Porque no Sporting não esquecemos quem tão dignamente envergou a camisola verde-e-branca: felicidades para De Franceschi nesta nova aventura!

Grazie tante Ivone De Franceschi. Rimarrai sempre nei nostri cuori.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

(de)R(l)ei Morto...Rei Posto!

Boas... alguém conhece bem José Luis Paéz? É craque? Alguém acha que Purovic vai conseguir adaptar-se? Yannick é mesmo a solução ideal? Bem... Esperemos bem que sim... mas se não forem...cá fica mais uma análise ao Mercado_Czariano da Bola!

O título é exagerado. Derlei morto (salvo seja) no sentido de esta época...dificilmente "calçar" outra vez... Há no momento algumas soluções (mesmo em Portugal) que nos podem ajudar...mas hoje falo de 2 mercados que os clubes portugueses normalmente descuram... e se o novo avançado do Sporting viesse da Húngria? Ou... e se o novo avançado do Sporting viesse da Bolívia? Não viriam directamente (um joga na Inglaterra)... outro no Brasil...

Solução 1

Zoltan Gera

Já ouviram falar? Pois...Este é o aríete da selecção húngara e fez uma "joga" impressionante contra a Itália (3-1 p/Hungria)


Nascido em Pécs a 22 de Abril de 1979...Zóltan Gera é um jogador FANTÁSTICO. Pode jogar como 2º avançado ou como nº 10. Rápido, habilidoso e com faro de golo! Joga actualmente no West Bromwich Albion (é colega de Tininho e Filipe Teixeira), mas foi no Ferencvaros que se destacou. Não deverá ser demasiado caro para a "nossa" bolsa! Seria claramente uma mais-valia!




Solução 2

Marcelo Moreno


Forte fisicamente, Marcelo Moreno é actulamente um dos mais promissores jogadores sul americanos. Ponta de Lança possante, alto (1,87cm) é filho de pai Brasileiro (ex-jogador de futebol na Bolivia) e de mae Boliviana. Jogou nas selecções jovens brasileiras mas agora optou actuar pela Bolívia. É ambidextro e chuta bem de longe!

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Poderia ser uma boa solução dado que o Cruzeiro tem boas relações com o Sporting e poderia cede-lo por empréstimo ou vender metade do passe! Formado no Vitória da Bahia, jogou emprestado no Oriente Petrolero da Bolivia em 2005.


segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Lesões...

Pois é...Não queria estar a escrever este post!



O NINJA lesionou-se outra vez...! Compreendo o que ele está a passar melhor do que ninguém! Fui operado 3 vezes ao meu joelho direito...2 rupturas de ligamentos...e uma fractura no menisco! O ninja é tb a 3a vez que vai à faca...e o pior de tudo... desta vez é no joelho que estava bom! É muito azar junto!

Como voces bem sabem, depositava grandes esperanças em Derlei nesta época... daí a expressão "Hoje é dia de NINJA!"... Escrevi aquele post sobre o Memo Ochoa e sobre o Salvador Cabañas... e já algo me dizia que o Derlei se tinha lesionado com gravidade!

Gosto do Derlei pq é um jogador de raça, garra, fibra e de Luta (como eu era qdo jogava!). É daqueles que nem a feijões gosta de perder. Basicamente gosto dele pq ele é um jogador Fixe! E é daqueles que prefere quebrar do que torcer. Desta vez foi o que aconteceu literalmente... torceu o joelho...e quebrou o Ligamento! E acreditem no que vos digo: DÓI como o Cara...ças! Para além da dôr, uma pessoa sente logo que tem qq coisa grave e que não escapa à mesa do talho (como eu lhe chamo).

Pois...o Ca...melo do Ligamento Cruzado Anterior atirou-me 2 vezes pró Estaleiro! E dói pra cara...ças!


Agora só tenho a dizer ao Derlei FORÇA...ainda acredito que não vai ser o fim da tua história no Sporting. Sei que o contrato acaba 2 meses depois do tempo estimado de recuperação....mas ainda acredito que me vais dar mais alegrias de verde-e-branco!

Força Derlei!

Uma palavra tb ao tb azarado Pedro Silva...2 lesoes graves mto similares...em tão pouco tempo...é dose! Apetece dizer...nunca mais é Janeiro para arranjarmos outro avançado e outro lateral (por empréstimo...tá-se mesmo a ver não é?)!

Ah...já agora e como nota de rodapé... http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.php?id=852498&div_id=1457 ... dava jeito agora com a lesão do Ninja não acham?

domingo, 9 de setembro de 2007

A crise dos jornais diários e o erro do árbitro

A empresa Pricewaterhouse Coopers acaba de anunciar uma grande queda de receitas em 2007 na ordem dos 0,7 por cento em relação a 2006 nos jornais diários portugueses. A tendência de queda está prevista até ao ano de 2011. Esta notícia conjuga-se com o erro do árbitro no jogo Porto-Sporting. A agressividade com que tentaram culpar o guarda-redes «leonino» é para vender jornais mas o erro crasso, primário e clamoroso foi do árbitro. De facto só pode passar uma bola quem a tem e o jogador do Sporting, em queda, apenas cortou a bola que estava dominada por Postiga. Não a passou porque não a tinha. Isto é elementar. Os jornais, com este desvio, apelam ao folclore tal como o ano passado no jogo com o Paços de Ferreira embarcaram no folclore do jogador brasileiro e do árbitro que sancionou um golo ilegal. Com esse golo o Sporting perdeu um ponto e com esse ponto seria o campeão nacional. Para além dos jornais em crise (há três diários desportivos e cada um publica 44 páginas por dia) há também crise de liderança no Sporting e não aparece um discurso articulado a defender o jogador e o clube.

O presidente que ficou famoso por trocar um jogo do Sporting em Sintra por um jogo do Estoril na Amoreira pouco disse ou quase nada. O director de comunicação que aparece de braços cruzados no jornal do Clube e está em conflito com a estilística da língua portuguesa (confunde arguido com acusado) também não acerta a forma como deve utilizar os seus enormes poderes. O Sporting mais uma vez foi «comido» como se diz popularmente. O polvo já tem a cabeça em sangue mas os tentáculos ainda mexem. Dias da Cunha (O sistema existe e tem duas cabeças) teve razão antes de tempo: o tempo veio dar-lhe inteira razão

sábado, 8 de setembro de 2007

Um caso extremo...



Há tempos li na net, alguém que escrevia ser "uma mentira à boca cheia", a qualidade da formação de jovens no nosso clube. Pois é, para não falar de outros, só na convocação de Scolari, para estas duas partidas frente à Polónia e a Sérvia e na específica posição de extremo, contamos quatro formados em Alvalade.
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Se um era o menino bonito ali do outro lado da segunda circular, até à época passada, outro é sem dúvida o melhor jogador do clube de Pinto da Costa. Nani, ao contrário do que muitos diziam, chegou a Manchester e muito mais rapidamente, que as "aves agoirentas" vaticinavam, lá se vai "enquadrando" no esquema do exigente Ferguson, o outro, bem o outro de nome Cristiano Ronaldo, acho que não é preciso grandes discursos, para avaliar as suas qualidades, mais que confirmadas.
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Pois é, na verdade, nós é que somos uns exagerados. O Sporting, desde há muito tempo atrás, que realmente não lança jogadores de qualidade, não "faz" jogadores que acabam por jogar em qualquer equipa do mundo. Não! Claro que não! É apenas um exagero nosso. Apenas uma coisa me chateia nesta política de formação do nosso clube, o não saber "proteger" os nossos interesses depois das suas vendas e acautelar um possível regresso a Portugal, a curto/médio prazo.
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Gostava então de saber a vossa opinião, não só, relativamente à postura que o nosso clube deveria tomar acerca do regresso de alguns destes talentos ao nosso país e isso não vir a acontecer para clubes rivais e já agora também, para lançarem mais nomes, de vários dos atletas feitos em Alvalade e que nos últimos anos, acabaram por ter sucesso, fora de portas. Muitos nomes me vêm à memória, mas de muitos mais, também vocês se devem recordar. Vamos divulgar aqui uma lista e realmente mostrar que estamos perante uma "mentira à boca cheia"! Que tudo não passa, de um exagero das nossas mentes diabólicas! Eu já lancei quatro nomes, agora é convosco...
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Um pequeno aparte: Em relação a recentes comentários, efectuados aqui no blogue: Todos são bem-vindos a esta "casa", independentemente do seu clube, mas quem aqui vem, em busca de imparcialidade, de opiniões que agradem a todos e sem paixão em relação ao nosso clube, pode dar meia volta e seguir em frente. Aqui "respira-se", "come-se", "bebe-se" e vive-se o Sporting! Qualquer crítica rival e posta de forma civilizada terá resposta e será bem vinda a "discussão", o debate, os restantes... é tão fácil os bloquear.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Se tivesse dúvidas nas aquisições do Sporting...

...ia ao México e comprava SALVADOR CABAÑAS e MEMO OCHOA...

Avançado paraguaio letal ...Guarda-redes fantástico...




Pq um avançado e um Guarda-Redes...

Pq Derlei se lesionou hj c/mais um entorse no joelho...e pq o Stojkovic tem falhado muito nos cruzamentos...dá-me calafrios...

Por falar nisso...vamos agora fazer aqui um exercicio rápido...se pudessem escolher 5 jogadores, da 1ª Liga para reforçar o "LEÃO", quem seriam? Atenção que são 5 jogadores possíveis (ou seja...nada de gajos do Porto ou do SLB ...)

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

EU NUNCA VI TÃO GRANDE CAMPEÃO

O artigo que foi hoje publicado no jornal A Bola, sobre a apresentação das 19 modalidades (ditas) amadoras do Sporting, relembrou-me algo que muitas vezes esqueço, inebriado que fico com a magia e a popularidade do desporto-rei: Somos um dos clubes mais ecléticos do Mundo.

Para constatar esta afirmação, atentemos em factos reais: no Andebol, no Futsal, no Ténis de Mesa, no Bilhar, somos o clube com mais títulos conquistados, no Hóquei em Patins somos o único clube português que ganhou as três competições europeias de clubes, no Corta-Mato fomos 14 vezes campeões europeus.

Será que clubes como o Barcelona, Real Madrid, Milão, Juventus, Manchester ou Bayern de Munique, terão também esta hegemonia ou serão basicamente, salvo algumas excepções numa ou noutra modalidade, clubes de e para o futebol?

Se nos lembramos também do Atletismo, do Boxe, da Luta, do Xadrez, do Full-Contact, etc., mesmo tendo em conta o fim de modalidades que nos eram muito queridas como o Basquetebol, o Ciclismo, o Voleibol e o próprio Hóquei em Patins (agora só com os escalões de formação), somos como diz Soares Franco a “maior força desportiva portuguesa”.

O presidente do Sporting apelou e tem apelado frequentemente neste últimos tempos que temos de chegar aos 100 mil sócios. E temos realmente. Mas também, digo eu, precisamos de um pavilhão condigno de todo o nosso potencial, com condições para praticar todas estas modalidades e perto do nosso Estádio, onde os nossos atletas se sentissem mais acarinhados! Esta é uma questão urgente.

É vital que num futuro próximo possamos ter o nosso pavilhão, é crucial que cheguemos brevemente aos 100 mil sócios, e seria um orgulho voltarmos a ter o Basquetebol, o Voleibol, o Hóquei em Patins, talvez até o Ciclismo. Por um Sporting cada vez maior!

Eu acredito!

Ainda o "espírito" da Lei 12: Objectivamente...subjectivo



A Comissão de Arbitragem da Liga divulgou aquilo que designou de "esclarecimento técnico" (o qual pode ser consultado aqui) sobre a interpretação a dar à Lei 12, ainda sobre a (suposta) infracção cometida por Stojkovic no jogo contra o FC Porto.

Diz a Lei 12 (na parte que nos interessa para o caso) o seguinte:
Um pontapé-livre indirecto será concedido à equipa adversária do guarda-redes que,
encontrando-se na sua própria área de grande penalidade, comete uma das quatro faltas
seguintes:
· …
· …
· Tocar a bola com as mãos vinda de um passe atirado deliberadamente com o pé
por um seu colega de equipa.
· …”.

Como refere o "esclarecimento técnico" da Comissão de Arbitragem da Liga, o International Board esclareceu melhor a norma em causa, interpretando-a da seguinte forma:
"1. O verbo atirar refere-se unicamente à acção praticada por um jogador de jogar a
bola com um ou com os dois pés.
2. O desvio da bola por meio de um ou dos dois pés é permitido desde que não seja
intencional (desvio involuntário ou má reposição de um companheiro de equipa).
3. Quando um companheiro de equipa atirar deliberadamente a bola não em direcção
ao guarda-redes (por exemplo, para o lado dos postes) mas de maneira que ele
possa apanhá-la, o espírito das leis vai no sentido de considerar esta acção como um
passe intencional para o guarda-redes. Por consequência, se, em tal situação, o
guarda-redes tocar a bola com as mãos será de conceder um pontapé–livre indirecto
à equipa contrária.”.

Eis que chegamos à parte, que me parece fulcral, onde eu discordo das restantes opiniões que ouvi e li (concordando ou não com a marcação da falta), pedindo já desculpa se estou a repetir algo já defendido por alguém, mas tal deve-se apenas ao facto de ter andado menos atento nestes últimos dias.

Todos falam que aquilo não foi um passe, porque o Polga cortou a bola, etc. e tal, girando a discussão à volta dessa situação (se foi um passe ou não). Penso que não é essa a questão fundamental, porque acho até se pode "cortar" a bola com um "passe". Para mim, o fundamental é saber se o atraso para o guarda-redes foi ou não deliberado. E aqui, desculpem lá, ninguém pode dizer que o Polga teve intenção de atrasar a bola para o Stojkovic, pois ele atira a bola em direcção do Tonel, o qual, por sua vez, deixa a bola seguir para o guarda-redes.

Quando muito, o Polga terá atirado a bola deliberadamente em direcção ao Tonel que, por sua vez, a deixou seguir em direcção ao guarda-redes. Ou seja, foi necessária a intervenção de um terceiro (o Tonel) para que a bola chegasse ao guarda-redes, não sendo suficiente apenas a acção do Polga para que isso acontecesse, pois o Tonel poderia ter dado um pontapé na bola.

E o que diz o "esclarecimento técnico" sobre isto? Dá-nos um exemplo dos cursos de árbitros realizados em Agosto de 1992, pelo Conselho de Arbitragem da FPF, mais concretamente da questão 15 do documento editado pelo Conselho:
«Um defesa entra em tackle por detrás sobre um adversário que conduz a bola, conseguindo desarmar o adversário, indo a bola na direcção do guarda-redes.
Conclusão – Competirá ao árbitro decidir se a bola foi atirada deliberadamente em direcção ao guarda-redes para que este a possa agarrar e punir se o fizer».

Ora, este exemplo ilustra na perfeição a situação ocorrida. A conclusão é que depende do critério subjectivo do árbitro decidir se deve punir ou não.

E por muito que se diga que a Liga apoia a decisão do árbitro do jogo, a conclusão do esclarecimento técnico apenas versa sobre a questão de o pontapé ser um passe ou um corte e ressalva que "pode ser punido". Vejamos: «Em conclusão, entende a Comissão de Arbitragem da Liga que, ao contrário do que foi veiculado em diversos meios de informação, se um defensor efectua um pontapé que leve a bola no sentido da linha de baliza, seja esse pontapé um corte ou um passe, pode ser punido com pontapé-livre indirecto, no caso de o guarda-redes tocar a bola com as mãos».

Em suma: cabe ao árbitro decidir, perante o caso, qual o espírito da Lei. Primeiro: se foi "atraso" (i.e. se o pontapé foi no sentido da linha da baliza); depois: se foi "deliberado".

No caso do jogo FC Porto-Sporting, todos vimos qual foi o espírito da Lei que imperou - o "Espírito-Santo D'Orelha" ou aquilo que o Pereirinha, ainda "maçarico" nestas andanças, designou por "pressões dos jogadores e do banco do Porto"...

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Mais a Fundo - Dynamo de Kiev

Saudações. Na sequencia do artigo do Joao Brites acerca dos adversários do Sporting na Champions League, resolvi aprofundar um pouco a análise a um dos clubes. Seria relativamente fácil fazê-lo em relação ao Man.Utd ou à AS Roma...mas não. Eu resolvi "estudar" o Dinamo Kiev.



Palmarés

O FC Dynamo de Kiev, foi fundado em 1927, sendo que por isso celebra o seu 80º aniversário neste ano de 2007. Foi o primeiro clube da ex-União Soviética a vencer uma taça internacional, quando em 1975, a equipa liderada por Lobanovsky bateu os Húngaros do Ferencvaros na final da extinta Taça das Taças!

Taça das Taças - 1975 e 1986
Supertaça Europeia - 1976
1ª Liga Ucraniana - 1993, 1994, 1995, 1996, 1997, 1998, 1999, 2000, 2001, 2003, 2004, 2007
Taça da Ucrânia - 1993, 1996, 1998, 1999, 2000, 2003, 2005, 2006
Supertaça da Ucrânia - 2004
Campeonato da ex-União Soviética -
1961, 1966, 1967, 1968, 1971, 1974, 1975, 1977, 1980, 1981, 1985, 1986, 1990.
Taça da ex-União Soviética - 1954, 1964, 1966, 1974, 1978, 1982, 1985, 1987, 1990.
Supertaça da ex- União Soviética - 1980, 1985, 1986.




Figuras

É um clube marcado por diversas figuras do passado como Jozséf Szábo, Igor Belanov, Anatoliy Byshovets (ex treinador do Marítimo) ou Oleg Protasov. Muitos internacionais russos como Viktor Onopko, Oleg Salenko, Sergei Yuran ou Andrei Kanchelskis, também passaram pelo Dynamo. Para além destes jogadores existem 4 que são considerados autênticos deuses para os fãs do Dínamo.

Os "4 Deuses"

1º Valery Lobanovsky



De todas as figuras do Dínamo, convém salientar Valery Vasilyevich Lobanovsky (que aliás empresta o nome ao Estádio do Dynamo). Nascido a 6 de Janeiro de 1939, em Kiev, era um “génio da bola” que se tornou um notável treinador, pela ciência do seu treino aplicada à rígida disciplina soviética. Enquanto jogador era um excelente extremo esquerdo, que actuou no Dinamo, Chernomorets e no Shaktar. Deixou de jogar apenas com 29 anos, quando contava a marca de 71 golos em 253 jogos oficiais. Actuou em duas Olimpíadas pela União Soviética.

Mal deixou de jogar, Lobanovsky assumiu o controlo técnico do Dnipro Dnipropetrovsk. Manteve-se por lá até 1973, quando um convite do clube do coração o fez regressar a Kiev. Entre 1974 e 1990 Lobanovsky foi técnico principal do Dynamo, sendo que esteve presente como seleccionador nacional da URSS nos Europeus de 1976, 1982, 1988 e no mundial de 90.
Em seguida teve uma espécie de exílio dourado, dado que esteve ao serviço dos Emirados Árabes Unidos entre 90 e 93, sendo que depois assumiu os destinos do Koweit .
O regresso ao Dynamo aconteceu em 97, e por lá ficou até à sua morte em 2002. Entre 2000 e 2001 ainda deu uma “mãozinha” na selecção Ucraniana.

Lobanovsky sofreu um AVC no dia 7 de Maio de 2002, pouco tempo depois duma vitória do Dynamo contra o FC Mettalurg. Faleceu no dia 13 devido a complicações derivadas de uma operação ao cérebro. A UEFA respeitou um minuto de silêncio em sua honra. A Ucrânia concedeu-lhe a maior honra de estado, ao nomea-lo a título póstume, Herói da Ucrânia. O Dynamo rebaptizou o estádio com o seu nome e fez-lhe um Busto. Em 2003, o Milan venceu a Champions League. Andriy Shevchenko apanhou o 1ºavião para a Ucrânia e deixou a sua medalha de campeão na campa do antigo mentor.

O famoso busto de Lobanovsky, no estádio do Dynamo

2º Andriy Shevchenko



Andriy Shevchenko, nasceu em Dvirkishvschina (Kiev) a 29 de Setembro de 1976. Foi o aríete da fantástica equipa do Dynamo na 2a metade da década de 90, e que fez furor na Champions League. Ao serviço do Dynamo, e sob o comando de Lobanovsky, “Sheva” venceu 5 títulos consecutivos (entre 94 e 99), sendo que apontou 60 golos em 117 jogos.



O resto da história é sobejamente conhecida. Transferência para o gigante Milan (que lutou com o Real pelo concurso do artilheiro), onde apontou 127 golos em 208 jogos. A sua saída de Itália foi envolta em polémica, dado que os “tiffosi” culpabilizaram a mulher de Sheva pelo sucedido. Apesar da enorme verba em dinheiro, os tiffosi não estavam convencidos, e foi sob um coro de ameaças e cânticos insultuosos, que Shevchenko abandonou o Milan. Nessa conferencia de imprensa, os adeptos entoaram cânticos do tipo “Vamos matar a p…da tua mulher…” , “és um vendido”…coisas a que também por cá estamos habituados. No Chelsea, Shevchenko não em sido muito feliz. Primeiro pela relação de proximidade com o presidente Abramovich. Depois porque existe grande desconfiança nos balneários (chegou a ser apelidado de 007 pelo facto de ir contar tudo que se passava no balneário a Abramovich, algo que se apressaram a desmentir. Seja como for, a classe e categoria de Shevchenko é inegável. É o capitão da selecção ucraniana e a imagem de marca do país. Ao serviço da “amarela” Shevchenko apontou 33 golos em 74 jogos.

Tem tanta importância no país que fizeram um selo em sua homenagem.Em 2004 venceu o prémio de European Footballer of the Year, e foi nomeado por Pélé um dos melhores 125 jogadores de sempre.



Selo comemorativo de Shevchenko.

3º Oleg Blokhin



Eis um nome incontornável do futebol ucraniano. Oleg Blokhin nasceu a 5 de Novembro de 1952 em Kiev e foi um virtuoso ponta de lança que espalhou terror nos campos onde jogou. Ao serviço do Dynamo apontou 211 golos em 433 jogos, entre 1969 e 1988. Nesse período venceu 8 títulos de campeão soviético (ainda não tinha sido a divisão). Eterno capitão de equipa, Oleg liderou o Dynamo nas 2 vitórias da Taça das Taças em 1975 e em 1986.

É um recordista na Selecção Soviética, a nível de jogos e golos, dado que apontou 42 golos em 112 jogos! Foi nomeado European Footballer of the Year em 1975. Actuou nos mundiais de 82 e 86, tendo apontado 1 golo em cada um deles. Foi um dos primeiros jogadores soviéticos a poder emigrar (o antigo regime dificilmente o permitia) e actuou entre 88 e 89 no Vorwarts Steyr da Áustria. Acabou a carreira na época seguinte no Chipre, ao serviço do Aris Limassol (actual clube de Paulo Costa).

Como treinador iniciou funções no Olympiakos da Grécia, entre 1990 e 93. Depois ainda passou por PAOK (actual clube de Fernando Santos), Ionikos (em 2 ocasiões diferentes) e AEK. Em 2003 assumiu as rédeas da Selecção Nacional Ucraniana, conseguindo o fantástico apuramento para o Mundial de 2006, onde foram eliminados pela selecção que se sagraria campeã do mundo, a Itália.

A nível político, Blokhin foi eleito para a Verkhoyna Rada (parlamento Ucraniano) em 2002. Blokhin faz parte do Partido Unido Social Democrata da Ucrânia. Oleg foi noticia por defender um número mais elevado de jogadores ucranianos na sua liga, dado que existiam demasiados estrangeiros. As suas palavras duras foram encaradas a nível internacional como xenofobia e racismo. As palavras de Blokhin foram mais ou menos estas: “ Quanto mais Ucranianos jogarem na liga Ucraniana melhor. Dão um melhor exemplo às gerações futuras. Aos futuros Shevchenkos ou Blokhins. Actualmente contratam-se 2 Zumba-Bumba´s , paga-se lhes 2 bananas e pronto…já são jogadores na liga Ucraniana…Ainda me lembro quando jogava…se perdíamos nem podíamos andar na rua. Havia sempre 2 ou 3 amigos que nos queriam bater por causa da derrota. Mas que sentido faz bater em estrangeiros…? Eles pegam na trouxa e vão se embora…”
Decidam vocês se isto é ou é (não é gralha…é uma situação de sim ou sim) racismo!


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4ºAlexey Mikhailichenko



Era um médio fantástico. Tecnicista, goleador e cerebral. Alexey Mikhailichenko abriu caminho na Europa para outros médios soviéticos que o precederam. Alexey consegui ser campeão 3 vezes seguidas em 3 clubes diferentes de 3 países diferentes. Foi campeao em 1990 pelo Dynamo, em 1991 pela Sampdória e em 1992 pelo Glasgow Rangers. Curiosamente foram estes os 3 únicos clubes da sua carreira. Foi considerado o melhor futebolista ucraniano em 1987 e 1988, sendo que em 1988 também venceu o prémio de "jogador do ano" soviético.



Pela selecção soviética actuou 44 vezes sendo que apontou 9 golos. Ainda foi a tempo de actuar 2 vezes pela Ucrânia. Venceu em 1988 a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Seul, e participou nos Euros-88 e 92 , aqui a representar a CEI (comunidade de estados independentes) ou CIS (Comunity of the Independents Soviets), mas falhou o mundial de 90 devido a lesão.

Como treinador começou como adjunto de Lobanovsky no Dynamo. Com a morte deste, assumiu o lugar durante 2 anos. É desde 2004 o selecionador nacional dos sub21 ucranianos!

Final dos anos 90


Nesta altura o Dynamo tinha uma equipa demolidora. Como prova disso são os 5 titulos ucranianos consecutivos. Mas foi na Europa que o Dynamo deu cartas. Dessa equipa ainda restam Shovkovsky, Vaschuck, Belkevich e Rebrov. Dessa equipa faziam ainda parte o Bielorusso Khatskhevich, o georgiano Khaladze, e os internacionais ucranianos Shevchenko, Husin, Holovko, Luhzny (que chegou a ser apresentado no Estádio da Luz...para depois ir parar ao Arsenal), Kosovsky, Kallitvintsev e Maximov, entre outros!



O agora capitão Rebrov é um dos "sobreviventes" dessa época.

Actualidade

Actual Plantel

Guarda-Redes
1-Oleksandr Shovkovsky(UCRÂNIA)
21 -Taras Lutsenko (UCRÂNIA)
55 -Oleksandr Rybka (UCRÂNIA)

Defesas
3 -Pape Diakhaté (SENEGAL)
20 - Oleg Husyev (UCRÂNIA)

26 -Andriy Nemaschniy(UCRÂNIA)
27 -Vladyslav Vashcuk(UCRÂNIA)
29 -Vitaly Mandzyuk(UCRÂNIA)
30 -Badr El Kaddouri(MARROCOS)
32 - Goran Gavrancic(SÉRVIA)
44 - Rodrigo Costa (BRASIL)
81 -Marjan Markovic (SÉRVIA)

Meio - Campo
4 - Thiberiu Ghioane (ROMÉNIA)
7 - Carlos Corrêa (BRASIL)
8 - Valentin Belkevich (BIELORÚSSIA)
11 - Michael da Silva (BRASIL)
14 - Ruslan Rotan (UCRÂNIA)
15 - Diogo Rincón (BRASIL)
17 - Taras Mikhalik (UCRÂNIA)
36 - Milos Ninkovic (SÉRVIA)
37 - Ayila Yussuf (NIGÉRIA)

Avançados
5 - Sergey Rebrov (UCRÂNIA)
9 - Kléber Freitas (BRASIL)

10 - Ismael Bangoura (GUINÉ-CONAKRI)
16 - Maksim Shatskih (UZEBEQUISTÃO)
18 - Balázs Farkas (HUNGRIA)
23 - Tomislav Busic (CROÁCIA)
25 - Artem Milesvsky (UCRÂNIA)
88 - Oleksandr Aliev (UCRÂNIA)

Equipa Habitual 4-3-1-2

Baliza


Aqui não restam dúvidas. A baliza está entregue ao habitual titular da selecção Ucraniana Oleksandr Shovkovski. Está no clube desde 1993 e já conta 538 (!) jogos oficiais. Pela selecção (onde se estreou em 1994) conta já 79 partidas. Sintomático! Todo ele é sinónimo de frieza e qualidade entre os postes. Normalmente apontam-lhe o jogo de pés como a maior debilidade.

Defesa
Nas laterais encontramos os habituais titulares da selecção Ucraniana
Nemaschny (à esquerda) e Husyev (à direita). No meio estarão Gavrancic (Sérvio) e Rodrigo Costa (Brasileiro). Mas a polivalência impera na defesa do Dynamo. É vulgar vermos Husyev a jogar no meio campo, Gavrancic como defesa direito e Nemaschny como Central. Isso normalmente abra caminho à titularidade para Vaschuck, que pode actuar em qualquer posição da defesa!

Husyev pode jogar na lateral ou como extremo, sempre a grande velocidade pela direita!

Meio-Campo
A lesão do internacional Ucraniano Rotan abriu caminho à titularidade do experiente Bielorusso Belkevich (ou do jovem nigeriano Yussuf), que se junta à dupla habitual de meio campo, o brasileiro Carlos Corrêa e o romeno Thiberiu Ghioane (com Michael à espreita) que jogam nas costas da estrela da equipa, o médio ofensivo / goleador brasileiro, Diogo Rincon…


Perigo à vista...Diogo Rincon é o craque da equipa.

Ataque
Municiados pelo perigosíssimo brasileiro Rincón, estão normalmente os rapidíssimos Kléber (Brasil) e Bangoura (Guine-Conakri) que relegaram p/o banco os goleadores Rebrov (capitão), Shatskikh ou Milevsky.



O explosivo canhoto Kléber, é um perigo constante!

A camisola 7...



É um verdadeiro case study este "caso da camisola 7". Luís Figo foi o último jogador a usar a camisola 7, totalmente bem sucedido no Sporting. Desde a sua saída para Barcelona em 1994/95, que muitos foram os que vestiram esta camisola e por um ou outro motivo, não tiveram sucesso.

Sá Pinto: Aposta do Sporting e promissor avançado, é contratado ao Salgueiros, Sá Pinto cai nas graças dos adeptos leoninos, mas uma agressão ao na altura Seleccionador Nacional, Artur Jorge, acaba por o levar a um castigo de um ano de suspensão e à posterior saída para a Real Sociedad.

Leandro: Contratado ao Valência, o brasileiro demonstrou ser mesmo craque, mas também verdadeiramente indisciplinado. Acabou por não ganhar nenhum troféu, e os seus últimos dias em Portugal foram realmente penosos, chegando a ser apanhado a conduzir em contramão, no Algarve às 6 da manhã (!) quando no dia seguinte tinha treino em Alvalade.

Iordanov: Símbolo do Sporting e após algumas épocas a usar o n.º 9, ao escolher a camisola 7, também não foi bem sucedido, não lhe bastava um aparatoso acidente de viação quando se deslocou ao seu país, Iorda ainda teria que suportar a angustia de uma grave doença (Esclerose Múltipla).

Delfim: Não foi mais bem sucedido que os seus antecessores, comprado ao Boavista em 1998/99, o promissor trinco, passou mais tempo no “estaleiro” do que nos relvados. Acabou por ainda conseguir ser campeão ao serviço ao Sporting, sendo vendido para o Marselha durante o defeso de 2001/2002. Desde a sua passagem de Alvalade, que as lesões constantes, lhe "amputaram" uma promissora carreira.

Sá Pinto: De regresso a Alvalade em 2000/01, onde Luís Duque lhe “guardou” a camisola 7, voltou a não ser bem sucedido. Quando parecia novamente se estar a impor como um dos símbolos leoninos, no 1º dia em que jogou como capitão de equipa, frente ao Belenenses, em Dezembro de 2000, lesionou-se gravemente, acabando por reaparecer nos últimos jogos da época.

Niculae: Teve uma estreia triunfal! O romeno apontou o golo da vitória frente ao FC Porto na jornda inagural, contudo no decorrer da época, uma lesão convertida, ao desferir um potente pontapé ao poste, numa jogada dividida com Igor do V. Setúbal, lesionou-se gravemente. Niculae nunca mais foi o mesmo.

De 2002 para cá, nenhum jogador ousou voltar a escolher a camisola 7, até esta época. Vindo do Lokomotiv de Moscovo, Izmailov, promissor médio russo, optou por escolher este "fatídico" número. Para já, estreou-se oficialmente com um golo que deu a vitória na Supertaça, frente ao FC Porto, curiosamente como Niculae.

Que destino se reserva ao jovem russo? É esperar para ver...

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

A reter da 3.ª jornada...



Da jornada que passou (a terceira) há que reter várias coisas para memória futura.

O Sporting safou-se à justa e justamente. Apesar de poder ter feito mais e melhor (falhámos mais uma vez um penalty e tudo!), fez o suficiente para ganhar o jogo. Então se compararmos com a "excelente exibição" (segundo os "entendidos") que outro clube fez uns minutos depois... Já o Belenenses preocupou-se em não perder o jogo, o que me pareceu pouco para o que podia fazer.

Se eu fosse o Jorge Jesus, diria que, no andebol, era "jogo passivo"...

Ficámos a saber que em Leiria os protestos quanto às bolas que ultrapassam a linha de fundo variam. Conforme a ocasião, o estádio, o local da linha por onde saem e o adversário. Em comum com "o outro" caso (lembram-se certamente!) tem apenas o facto de ter prejudicado o Leiria. Mas parece que são mais prejudicados nuns casos do que noutros.

Se eu fosse o José Eduardo, diria que era uma questão de intensidade...

Quanto ao líder surpresa (o Marítimo) assistiu-se à forma mais simples e rápida de evitar (ou pelo menos minimizar) que no próximo jogo o goleador de serviço possa facturar. Em 7 minutos o Makukula marcou um golo, viu um cartão amarelo e um vermelho numa falta em tudo idêntica a uma que o Veloso sofreu do Quaresma no jogo contra o Porto que mereceu "só" um amarelo. A propósito, sabem qual é o próximo adversário do Marítimo? É coincidência, certamente, mas é o Porto!

Se eu fosse o Paulo Bento diria que os árbitros têm que ter uma reunião...mas para se entenderem quanto aos critérios a aplicar no que respeita às regras do jogo, porque quanto aos critérios de "outras regras" acho que há consonância!

domingo, 2 de setembro de 2007

Análise Champions League 2007/08

Manchester United FC

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Estádio: Old Trafford (76.000 lugares)
Treinador: Alex Ferguson
Palmarés: Premier League: 15, Charity/Community Shield: 15, F.A. Cup: 11, League Cup: 2, Liga dos Campeões: 2, Taça das Taças: 1, Supertaça Europeia: 1, Taça Intercontinental: 1.
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A figura: Cristiano Ronaldo
O português feito nas nossas escolas, é sem dúvida a figura maior do "red devils". Actualmente, é considerado um dos melhores jogadores do mundo. Velocidade, técnica e talento definem este "fenómeno".
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A equipa:
O Manchester United tem como base, uma equipa sólida, experiente e que na época passada, conseguiu destronar o Chelsea de José Mourinho. Van der Sar, Vidic e Ferdinand são as mais valias defensivas. No meio-campo, Paul Scholes, Carrick, Hargreaves ocupam-se das tarefas defensivas, Ryan Giggs, Cristiano Ronaldo e a "espaços" Nani, completam um meio-campo de ataque luxuoso. No ataque, estão para já os maiores problemas para Alex Ferguson. Com Wayne Rooney lesionado e Carlitos Tevez a demorar a adaptar-se ao estilo de jogo dos "red devils", Louis Saha tem sido a "salvação" do United.
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AS Roma

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Estádio: Olímpico de Roma (81.903 lugares)
Treinador: Luciano Spalletti
Palmarés: Campione d´Italia: 3, Coppa Italia: 7, Supercoppa Italiana: 1, Campionato Serie B: 1, Campionato Primavera: 5, Coppa Italia Primavera: 3, Torneo di Viareggio: 3, Trofeo Anglo-Italiano: 1, Coppa Fiere: 1
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A figura: Francesco Totti
Campeão do Mundo em 2006, Francesco Totti há muito que nos delicia com o seu futebol. Fiel à AS Roma onde está desde as camadas jovens, o capitão romano, é sem dúvida a figura da equipa. Apesar de não ser um goleador, faz muitos golos, inclusivamente de livre e na época passada, foi o Bota de Ouro Europeu, com 26 golos apontados, na Serie A.
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A equipa:
O internacional brasileiro Doni é o guarda-redes. Na defesa Panucci e Méxes transitam da época passada, juntado-se agora Juan, que vem compensar a saída de Chivu para o Inter. Outro internacional brasileiro que chegou esta época à AS Roma, é Cicinho, lateral direito vindo do Real Madrid. A todas estas soluções, ainda se pode contar com, o jovem português Antunes, contratado ao Paços de Ferreira. Como todas as equipas italianas, a AS Roma tem um meio-campo forte, onde se destacam a força de De Rossi, a qualidade de passe de Perrota e Aquilani e ainda o repentismo de Taddei. Na frente, o capitão Totti, esta época auxiliado por Giuly (ex-Barcelona) e ainda o congolês Nonda, formam um ataque bastante forte.

Dinamo de Kiev

Estádio: Olímpico de Kiev (83.450 lugares)
Treinador: Anatoli Demianenko
Palmarés: Campeonato da Ucrânia: 11, Taça da Ucrânia: 8, Campeonato da URSS: 13, Taça da URSS: 9, Taça das Taças: 2, Super Taça Europeia: 1.
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A figura: Serhiy Rebrov
Fez uma dupla terrível com Andriy Shevchenko, nos finais da década de 90. Teve passagens menos conseguidas por Tottenham, Fenerbahçe e West Ham. Aos 33 anos, continua a ser uma mais valia dos ucranianos.
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A equipa:
Por ventura a equipa mais desconhecida, em relação aos outros dois "colossos" que fazem parte do nosso grupo. O Dinamo já viveu tempos de maior euforia, contudo continua a ser uma equipa forte, principalmente em casa. O experiente guarda-redes Shovkovskiy, dá garantias na baliza. Na defesa, o sérvio Marković, o senegalês Diakhaté e o brasileiro Rodrigo, destacam-se. No meio-campo, a referir, o marroquino El Kaddouri, o nigeriano Yussuf, juntando-se a alguns internacionais ucranianos, como Oleg Gusev. Os brasileiros Diogo Rincon e Kleber, juntamente com o já referido Rebrov, são as principais opções de ataque.

sábado, 1 de setembro de 2007

Convocados para o jogo frente ao Belenenses



O lateral eslovaco Marian Had é a principal ausência na lista de convocados do Sporting para o jogo de domingo frente ao Belenenses, referente à terceira jornada da Liga portuguesa. Had apresenta um problema na coxa esquerda e Paulo Bento preferiu poupar o jogador. Pedro Silva ainda não tem o ritmo necessário e também ficou de fora.

Lista dos convocados:

Guarda-redes: Stojkovic e Tiago.

Defesas: Anderson Polga, Tonel, Gladstone, Ronny e Abel.

Médios: Miguel Veloso, João Moutinho, Romagnoli, Izmailov, Pereirinha, Farnerud e Vukcevic.

Avançados: Purovic, Liedson, Derlei e Yannick Djaló.